Já teve passagens pela polícia - Família aflita denuncia o marginal "Rabão" que promete matar a mãe e o padrasto nos Mulenvos
Uma família residente no bairro Gamek, nas proximidades do Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA), no município dos Mulenvos, denuncia um alegado caso de violência doméstica e ameaça de morte protagonizado por um jovem de 28 anos, identificado pelos familiares como José Baltazar dos Rabão, conhecido por "Rabão" ou "Ti Cuba"
Por: Kihunga Bessa
De acordo com o relato dos familiares, ao jornal Na Mira do Crime, o incidente ocorreu na noite desta quinta-feira, 02, quando o suspeito regressou à residência em aparente estado de embriaguez e exigiu à mãe a entrega de dois mil kwanzas, alegando que havia mandado reparar o seu telemóvel.
Perante a resposta de que não havia dinheiro disponível, o jovem terá retirado o telemóvel das mãos do padrasto e agredido a mãe com uma bofetada no rosto.
Ainda segundo os denunciantes, o suspeito empunhou uma faca de cozinha e ameaçou matar todos os membros da família, afirmando que poderiam apresentar queixa onde quisessem, incluindo à polícia, pois seria libertado pouco tempo depois.
Os familiares afirmam que accionaram a polícia, mas alegam que os agentes permaneceram no local por poucos minutos, sem efectuar a detenção do suspeito que havia se escondido nos arredores. Após a saída da polícia, o jovem terá regressado à residência e voltado a intimidar os familiares.
A família relata ainda que se dirigiu posteriormente à Esquadra do 44, para comunicar que o suspeito permanecia na residência, mas afirma que não recebeu o atendimento esperado.
Além do episódio de violência doméstica, os familiares acusam Rabão de praticar assaltos na via pública com recurso a arma branca. Segundo o relato familiar, já terão encontrado em sua posse objectos supostamente roubados, incluindo cartões Multicaixa e facas alegadamente utilizadas na prática dos crimes.
"Sempre que vimos alguma coisa de errado vamos à esquadra denunciar porque queremos que ele fique preso por muito tempo na Comarca de Viana para garantir a pax em casa", clamaram, acrescentando ainda que várias denúncias terão sido apresentadas às autoridades, sem que, na sua perspetiva, tivessem resultado em medidas eficazes.
Os denunciantes sustentam que o jovem possui várias passagens pela polícia e alegam que, sempre que é detido, permanece pouco tempo sob custódia antes de ser colocado em liberdade.
Temendo pela própria segurança, a família apela à intervenção urgente das autoridades competentes, solicitando medidas que garantam a protecção dos seus membros e a investigação dos factos denunciados.
Fonte ligada ao Comando Municipal dos Mulenvos afirmou que diligências estão em curso para a detenção do mesmo que se encontra foragido.
[07:03, 04/07/2026] Osvaldo de Nascimento: Busca e captura
[07:11, 04/07/2026] Osvaldo de Nascimento: Macaba - Restos mortais do jovem assassinado com tiro na cabeça por efectivo do DIIP no Cazenga já repousam no cemitério da Camama
Foram a enterrar na manhã desta sexta-feira, 03, no Cemitério da Camama, os restos mortais do Jovem Delson Epalanga Manuel "Macaba", vítima de disparo de arma de fogo na região da cabeça, efectuado por um agente do DIIP, na tarde de domingo, dia 28 do mês de Junho do ano em curso.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A quadra Polidesportivo "Maria Cutala", da rua do Comércio, foi pequena para albergar as centenas de pessoas que se fizeram presentes para prestar a última homenagem ao jovem Delson Epalanga Manuel "Macaba".
Segundo informações colhidas pelo Na Mira do Crime, o jovem Macaba era bastante conhecido devido as suas habilidades na arte da dança, em particular do estilo "house" e "Kuduro".
"Ele tinha uma grande habilidade na dança, muita gente tinha admiração por ele, era talentoso, não só, foi um dançarino que demonstrava sorriso durante as suas apresentações, sempre sorridente, por este motivo quase todos gostavam dele", contou um dos presentes na cerimónia fúnebre.
A urna contendo os restos mortais foi colocada na viatura da agência funerária por volta das 9 horas e 50 e seguiu para o Cemitério da Camama.
O fluxo de pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos e fazedores de musica carregavam um semblante de tristeza, pranto e consternação.
Depois do funeral, a reportagem do Na Mira do Crime tentou ouvir a família, mas a carga emocional ainda era visível.
"Não estamos disponíveis para falar neste momento", disse uma das tias do malogrado.








