Ausência da Brigada Moto da URP nas ruas de Luanda preocupa luandenses: Operativos estão a ser obrigados a parar em pontos localizados para "poupar" os meios e combustível
O assalto violento na agência do Banco BAI situado nas instalações da Cidadela Desportiva, no município do Rangel, a escassos metros da Sexta Esquadra levanta vários questionamentos aos citadinos de Luanda, que mostram-se preocupados com a ausência, nas últimas semanas, da Brigada Moto da Unidade de Reacção e Patrulhamento de Luanda nas avenidas, ruas e ruelas da capital angolana.
Por: Ngunza Chipenda
Durante a nossa estadia no local do assalto, para além da ineficácia dos polícias da sexta esquadra que nem sequer conseguem manter uma zona de segurança ao longo do perímetro onde está a sua jurisdição, populares questionaram a ausência dos operativos da Brigada Moto da URP-Luanda, tidos como a equipa de choque para dar respostas a estes bandidos que fazem uso de motorizadas e armas de fogo para aterrorizar os moradores de Luanda.
Numa investigação do Na Mira do Crime, através de operativos que chegaram ao local momentos depois do ocorrido, fomos informados que os efectivos da Brigada Moto foram orientados através do "Mando Superior" - Comandante Provincial de Luanda, a fazer "chek points".
Ou seja, os efectivos devem permanecer em determinados pontos da cidade, e não realizar patrulhamento extensivo, abordagens em viaturas e motorizadas conforme era feito há pouco tempo, sem antes avisar os seus superiores.
"Estamos tristes com estas medidas, na verdade não sabemos o que é que os chefes querem. Quando saímos para dar respostas e chocamos com os bandidos, há resultado.
E isto e é visível. Mas de repente, não sei se é para salvaguardar qual negócio, nos fecharam e agora estamos a ver o que se passa em Luanda", lamentou um efectivo, visivelmente agastado com a situação.
Questionados por quê desta medida, os efectivos esclareceram que os superiores alegam que é para "poupar" os meios da corporação e combustível. "A ordem vem do Comandante Provincial, os chefes devem perceber que o nosso trabalho não é para brincadeiras e nem para gabinetes.
Deram-nos as motos brancas do CISP que não servem para patrulhamento, agora somos obrigados a estar parados porque querem poupar combustível", lamentaram. No entanto, em contrapartida, os assaltos nas vias de Luanda tendem a aumentar, deixando um sentimento de insegurança aos populares.
Os efectivos exigem que o comandante da Brigada Moto de Luanda seja mais exigente com os seus superiores, exigindo meios e dignidade aos efectivos para a segurança dos munícipes esteja em primeiro lugar.
Recorde-se que do assalto desta quarta-feira, 08, um segurança de 52 anos de idade foi morto no interior da agência bancária enquanto um segundo foi atingido na clavícula e na perna. Os bandidos levaram altas somas em dinheiro, ainda não contabilizadas.








