"De Brita", "BBV", "De Levá", "Langa" e "Bacana" atacam dois jovens com garrafa, lâminas e catana nos Mulenvos - Um quase perdeu o olho e foi suturado com 27 pontos na cabeça
Cidadãos identificados como Brito Luís, vulgo "Brita", "BBV", "Langa" "De Levá" e "Bacana", integrantes do grupo de marginais "Os de Pilha", são acusados de ferir com gravidade dois cidadãos com cacos de garrafa, lâmina e catana, num incidente ocorrido no sábado (04), do mês em curso no município dos Mulenvos.
Por: Laurentino Tchatuvela
De acordo com uma das vítimas, Edviges André Romão Dias que denunciou o caso em exclusivo ao Na Mira do Crime na quinta-feira (9), o facto ocorreu no município dos Mulenvos, no bairro Mulenvos de Cima, na 5.ª Rua dos Seis Cajueiros, nas imediações da EPAL, no interior da feira Cuca Cuca, por volta das 00 horas.
"Eu estava com os meus amigos a conviver no interior da feira Cuca Cuca, quando fui surpreendido pelo De Brita em companhia de quatro comparsas, o De levá, Bafana, Langa e BBV entre outros, munidos com garrafa, lâmina e, sem qualquer motivo, dirigiram-se contra mim, e e o De Brita deu-me um soco no peito, ofendeu-me e a seguir agrediu-me violentamente com uma garrafa na cabeça e de seguida picou-me com garrafa na cara, causando ferimento de 20 pontos no olho esquerdo", denunciou.
Na sequência das agressões, conta a vítima, o "De Levá" desferiu-lhe um golpe com uma lâmina na lateral direita da orelha tendo causado ferimentos de 7 pontos.
Diante das agressões, a vítima conta que o "Langa" bateu-lhe com uma cadeira e o "Bafana" agrediu com uma grade nas costas e um bico.
"Foi daí que fiquei sem forças, caindo no chão, de seguida, apareceu uma viatura de patrulha da Polícia que me levou directamente ao Hospital Municipal do Cazenga, onde fui assistido, uma parte do meu olho ficou gravemente ferida, tendo sido atingida uma veia", afirmou.
Depois de participar o caso às autoridades, a vítima contou que, na mesma noite, os suspeitos dirigiram-se à sua residência munidos de facas e catanas, os indivíduos invadiram a casa, partiram o televisor plasma que estava no seu quarto e arrombaram a porta do quarto da sua mãe.
Acrescentou que, depois de entrarem, os suspeitos ameaçaram matá-lo, apesar de, naquele momento, já se encontrar hospitalizado.
"O meu amigo, ao tentar defender a minha mãe, também foi atingido com um vasilhame na cara, o que lhe provocou o rebentamento de uma veia, depois disso, os agressores abandonaram o local", explicou.
No dia seguinte, conta, os suspeitos voltaram a reunir-se para vandalizar a sua residência, tendo acrescentado que, após o irmão ser alertado sobre a situação, foi solicitando reforço policial e os agentes deslocaram-se imediatamente ao local, onde conseguiram controlar a ocorrência e deter o suspeito conhecido por "De Brita", enquanto os restantes colocaram-se em fuga.
"Assim que a família do De Brita tomou conhecimento da detenção, deslocou-se à esquadra para tentar negociar uma solução que permitisse abafar o caso e retirar o suspeito da cadeia", revelou.
O denunciante frisou que o detido encontra-se, neste momento, nas instalações do DIIP e que não pretende identificar os seus comparsas, sendo que continuam foragidos os indivíduos conhecidos por "Langa", "Bafana", "BBV" e outro suspeito que, segundo a denúncia, terá sido responsável por atingi-lo com uma lâmina.
A fonte afirmou que o acusado detido terá dito, na presença dos agentes da Polícia, que iria sair por ter "costas largas", dirigindo-se ao irmão da vítima, que também é polícia, a quem terá considerado "peixe pequeno".
Acrescentou ainda que a mãe do suspeito terá falado, em privado, com o comandante, alegadamente para negociar a libertação do filho.
"Quero que ele e os restantes envolvidos sejam responsabilizados pelos actos cometidos e que a justiça seja feita", concluiu.
Contactado pelo Na Mira do Crime, o porta-voz-geral do DIIP, superintendente Quintino Ferreira, informou que um dos suspeitos encontra-se detido e será oportunamente apresentado ao Ministério Público.
Quanto aos restantes suspeitos, que continuam em fuga, Quintino Ferreira esclareceu que decorrem diligências para os localizar e proceder à respectiva detenção.








