Ex-governante britânica Ann Widdecombe foi assassinada com 21 golpes de martelo na cabeça
Uma câmara no interior da casa de Widdecombe captou o ataque, o terá facilitado a identificação do suspeito, um homem de 28 anos, que já foi a tribunal, esta terça-feira.
A antiga secretária de Estado do Governo britânico Ann Widdecombe foi morta com 21 golpes na cabeça, com recurso a um martelo, enquanto almoçava na sua residência, no início do mês, revelaram, esta terça-feira, os procuradores num tribunal de Londres.
Widdecombe, de 78 anos, uma figura proeminente no Partido Reformista (Reform UK, em inglês) de Nigel Farage, foi encontrada morta na zona rural do Sudoeste de Inglaterra, a 9 de julho, após ter sido atacada no dia anterior.
O homicídio chocou a política britânica, suscitando novas preocupações quanto à segurança dos políticos - no total, dois deputados britânicos em exercício foram assassinados desde 2016.
Suspeito foi a tribunal
Joshua Kerry, um cidadão britânico de Rotherham, no Norte de Inglaterra, a mais de 400 quilómetro da casa de Widdecombe, compareceu em tribunal esta terça-feira depois de ter sido considerado o principal suspeito do crime.
O homem de 28 anos que se sentou no banco dos réus do Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, não foi chamado a apresentar a sua defesa, esclarece a agência Reuters.
Numa audiência posterior no tribunal de Old Bailey, foi determinado que Kerry ficará em prisão preventiva até à sua próxima presença em tribunal, em outubro.
A polícia acredita que Widdecombe foi alvo de um ataque deliberado, embora o motivo continue a ser investigado.
Os procuradores britânicos garantiram que está em curso uma investigação sobre possíveis motivações terroristas.
Câmara captou o ataque
Segundo um dos procuradores a cargo do caso, Kashif Malik, uma câmara no interior da casa de Widdecombe captou o ataque, o terá facilitado a identificação do suspeito.
Widdecombe deveria ter sido entrevistada em direto na televisão no dia 8 de julho "a partir de sua casa, mas não compareceu", explicou Malik.
No dia seguinte, a assistente pessoal pediu ao jardineiro que fosse ver como estava Widdecombe, e este encontrou-a no chão da cozinha.
Malik disse ao tribunal que as imagens recuperadas mostravam Kerry a entrar na casa de Widdecombe enquanto almoçava e a perguntar: “Não terás por acaso cartões bancários e documento de identificação?”
Kerry, que usava luvas pretas e segurava um martelo ao lado do corpo de forma que ficasse escondido da vista de Widdecombe, atingiu-a, então, 21 vezes, afirmou Malik.
Acrescentou que Kerry tinha derrubado Widdecombe da cadeira para o chão antes de lhe roubar a carteira e sair, tendo permanecido na propriedade durante aproximadamente dois minutos.
Widdecombe era conhecida pelas "suas opiniões socialmente conservadoras", primeiro como ministra adjunta no governo do primeiro-ministro conservador John Major, entre 1992 e 1997, e, mais tarde, como porta-voz para a Imigração e a Justiça do Partido Reformista.
C/ SIC Noticias










