SME expulsa libaneses que denunciaram Jamal Saddé e agentes do SIC
Nos últimos dias, e depois de o Na Mira do Crime ter Reportado um caso em que Cinco cidadãos libaneses reclamam da actuação de alguns agentes do SIC-Viana, que dizem estar a trabalhar amando de um expatriado, também libanês, de nome Jamal Saadé que faz deste sector (SIC) a sua arma de pressão para reaver cerva de 50 milhões de dólares supostamente retirados dos cofres deste libanês, e mesmo depois de os libaneses abrirem um processo-crime no país, e ter denunciado que o empresário libanês usa o SIC como quer e lhe apetece, a corda rebentou do lado mais fraco.
É assim que, na manhã de ontem, terça-feira, 19, o Serviço de Migração Estrangeiros, na pessoa do Comissário Alberto Avelino, recepcionou os expatriados na sede do SME, para os avisar que tinham oito dias, a contar de terça-feira, 19, para abandonarem o país.

No entanto, contam os cidadãos, estão sem os passaportes há três meses. Ou seja, desde que foram ‘autuados’ pelo SIC e o Jamal, que desconhecem o paradeiro dos seus documentos.
“Já abrimos um processo no próprio SIC-Geral e na Procuradoria Geral da República de Angola, para denunciar o que estamos a passar, mas, fomos surpreendidos ontem pelo SME a nos mandarem embora”, lamentaram. Porém, os expatriados dizem saber quem está por detrás disto.
Pai de Jamal já está em Angola a mexer no tabuleiro?
Segundo os cinco libaneses que acusam Jamal de instrumentalizar a justiça angolana, a chegada Aly Saadé, pai de Jamal, está a inverter a balança, porque com o dinheiro que ele tem, está a corromper muitas pessoas.

“Como é possível o Estado angolano querer mandar-nos embora, se abrimos cá um processo contra o Jamal? Será que o poder financeiro dele conseguiu parar o nosso processo? Como é possível um empresário achar que pode transferir um processo-crime que abrimos em Angola para o Líbano, Angola não tem Tribunal?”, questionaram.
Quem é Jamal Saadé “podre” de rico que circula pelas ruas de Luanda
Jamal Saadé de 22 anos de idade, cidadão libanês, é filho de Aly Saadé, com ramificações comerciais na Nigéria, Sudão, Africa do Sul, Angola e outros pontos de África.
Onde trabalha e com quê?
Jamal Saadé lidera a empresa Sonite Internacional, situada no município de Viana, Km 19, fabricante de chapas de zinco e ferro.
Em Angola há 4 anos, proveniente da Nigéria, onde supostamente foi “retirado” por ter conflitos com os naturais, Jamal controla a fortuna do pai.

O Caso
Cinco cidadãos libaneses estão agastados com a actuação de alguns agentes do SIC, que dizem estar a trabalhar amando de um expatriado, também libanês, que faz deste sector a sua arma de pressão..
Os queixosos procuraram o Na Mira do Crime para denunciar que, desde 06 de Novembro de 2020, quando cerca de 15 efectivos do SIC, SME e das Forças Armadas Angolanas “tomaram de assalto” a empresa SONIT Internacional, no município de Viana, a vida dos expatriados em Angola nunca mais voltou a ser a mesma.
De acordo com Hassan, financeiro da empresa SONIT, que lidera o grupo de libaneses e que diz estar agastado com a actuação dos agentes do SIC, diz que quase todos os dias sofrem torturas psicológicas e físicas.
"Quando eles chegaram no mês de Novembro, disseram que queriam contactar o patrão, Jamal. Estacionaram fora uma viatura de marca Mercedes, de cor azul, com a chapa de matrícula LD-50-69 EK; uma outra Duster de cor preta; uma Land Cruiser de cor verde com a matrícula LDS-66-13 de um coronel das FAA, vinham acompanhados com mais um nosso conterrâneo, libanês, e pediram para falar com o Jamal”, lembrou. De seguida, continua, foram todos convidados para entrar no escritório “do patrão”.
“Foi aí que nos apercebemos que havia problemas na empresa, já que o patrão, Jamal, sem antes falar connosco, começou a acusar-nos de ter roubado na empresa milhões de dólares”, explicou.

“A partir deste momento, o SIC recebeu-nos os passaportes, usando a força, tendo um dos nossos conterrâneos sido algemado por não ter o passaporte no momento. Um outro amigo do Jamal, conhecido por Omar Zein Eldin, também libanês, que também estava no local, tinha em punho uma arma de fogo, mesmo em frente das autoridades, e dava ordem aos elementos do SIC para nos baterem, sendo que os agentes batiam mesmo e ameaçavam-nos de morte, dizendo que seriamos enterrados vivo”, acusou.
Depois das sevícias
“No dia seguinte, dia 12, depois de passarmos por toda aquela humilhação, abrimos um processo-crime contra o Jamal Saadé, no SIC provincial. Por coincidência ou não, dia 13, um dos meus colega e conterrâneo, escapou a uma tentativa de rapto, em frente a uma padaria que está na rua 11 de Novembro, na Vila de Viana, onde elementos desconhecidos tentaram coloca-lo numa viatura de Marca Toyota, modelo Land Cruiser, com a chapa de matricula LD-06-73-FK”, explicou.
SIC na jogada
No dia 16 de Novembro, conta, um dos seus colegas foi levado por agentes do SIC, sem justa causa, numa viatura de marca Ford Ranger, cor de vinho, com a chapa de matricula LD-17-17-EJ, “pertencente a empresa do Jamal”.
“No percurso, um agente do SIC fez uma ligação para o Jamal dizendo missão cumprida chefe, quando chegaram no SIC-Geral, obrigaram-no a assinar um documento com o timbre da empresa SONIT Internacional, exigindo que devia pagar 20 mil dólares em sete dias, mas ele não assinou nada”.
No entanto, conta Hassan, depois de soltaram o seu parceiro, dia 17 de Novembro, agentes do SIC apareceram na empresa com um mandado de busca.
“É sempre assim, não nos dizem quanto roubamos, o Jamal não quer falar connosco, o SIC está a nos maltratar psicologicamente, já contactos com o nosso Cônsul e o Embaixador na África do Sul, para facilitar o nosso regresso ao nosso país, porque consideramos isso um acto de terrorismo. Há mais de 30 dias que estamos em casa por medo, a comida no frigorífico terminou, a casa é arrendada, estamos a passar fome e a família no Líbano esta muito preocupada”, lamentou.








