Inspector da ANIESA acusado de desviar 20 milhões de kwanzas de uma multa aplicada a Nuvibrand
Uma equipa multissectorial de Inspecção coordenada por funcionários do Ministério do Comércio, inspeccionou no mês de Outubro de 2020, a empresa de distribuição de cosméticos, Nuvibrand, que havia colocado no mercado formal, sobretudo nos supermecardos Kibabo e Mega Cash e Carry, cerca de 3000 mil caixas de desodorizante (Spray) de marca ÒASIS, com a data de caducidade vencida.

A matéria publicada no dia 30 de Outubro pelo Na Mira do Crime, (https://www.namiradocrime.info/user/views/visualizar.php?id_artigo=2880&fbclid=IwAR0hE_HujCf6p9vGcYsquf28cmOVdS18fy_JTJ3ZQoduCgza1DEYW0pvAOg#) alertava para a gravidade do acto, uma vez que os clientes não tinham noção do risco que corriam, ao usar o produto caducado.
Por: Matias Miguel
Fonte interna da empresa, no mesmo ano, explicou ao Na Mira do Crime que os falsificadores da empresa começam por raspar a parte inferior da lata, com a data vencida, e na parte superior colocam uma nova data, dando a entender que o produto expira apenas em 2021.
CONSTATAÇÃO
Para provar, uma equipa de reportagem do Na Mira do Crime deslocou-se ao Supermercado Mega Cash e Carry e Kibabo, situados entre o bairro Palanca e Cazenga, onde compramos uma lata de desodorizante da marca OÁSIS, e certificamos que, de facto, havia ‘gato no saco’.
Ministério do Comércio no terreno
Desta vez, e depois da denúncia deste site, funcionários do Comércio que falaram em anonimato, acusam o chefe de departamento e inspector do Ministério do Comércio, conhecido por Inácio, de ter recebido da empresa Nuvibrand, 20 milhões de Kwanzas para deixar passar a irregularidade cometida pela empresa.
De acordo com a nossa fonte, o inspector Inácio, na altura chefe de departamento do comércio Cold, localizado no município de Viana, km 30, depois de ter indicado uma equipa de inspecção para constatar a denúncia pelo NMC, detectou-se graves irregularidades, tendo o mesmo passado a coordenar pessoalmente às operações contra a Nuvibrand.
Da multa aplicada pela infracção, que rondava os 45 milhões de Kwanzas, Inácio terá negociado para metade.
Quando julgava-se que teria depositado os valores na conta do Tesouro Nacional, contam, não há registos de documentos que atestam o pagamento da mesma e, denunciam, que todo processo inerente ao caso Nuvibrand foi destruído.
Medidas aplicadas foram meramente pedagógicas, diz o inspector
Contactado pelo Na Mira do Crime, o inspector em causa disse recordar-se do caso da Nuvibrand, e que as medidas aplicadas pelas infracções da empresa foram meramente pedagógicas, po duas razões: “1 – Estávamos em processo de unificação de Cold para Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), e porque não tinha poder para multar a Nuvibrand”, argumentou.

Quando aos vinte milhões, Inácio diz não ter recebido os valores, mais admitiu, que nestes casos, uma gasosa pode-se receber.
Questionado se foi o seu caso, não respondeu, explicou apenas que é muito invejado no seu departamento.
“Antes da fusão fui chefe deles, o que parece agora é uma retaliação, se houver mais necessidades de me contactar estrou aberto a conversar”, sentenciou.
ANIESA com vários membros corruptos
A direcção da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), cujo responsável máximo é o jurista Diógenes de Oliveira tem sido ‘brindada’ com a detenção de vários funcionários que volta e meia tentam extorquir operadores comerciais. Esta atitude já mereceu o repúdio da direcção da ANIESA.









