Enfermeira morre de forma misteriosa no Hospital Materno Infantil do Chitato
Uma enfermeira (Anestesista) do Hospital Materno Infantil do Chitato, na província da Lunda Norte, de nome Júlia Hunguissa, de 52 anos de idade, foi encontrada morta na última segunda-feira, 12, no interior do seu gabinete.
Por: Na Mira do Crime
Tudo começou na manhã de domingo, 11, quando Júlia Hunguissa saiu de casa em direcção ao seu local de trabalho, sem, no entanto, saber que seria o seu último dia de graças.
De acordo com testemunhas, enquanto cumpria com o seu dever, isto no final do dia de domingo, a profissional da seringa foi descansar, aguardando qualquer chamada de urgência…foi a última vez que foi vista com vida.
No dia seguinte, contam colegas, na hora de mudança de turno, os colegas notaram a ausência da colega e começaram a procura, porque ninguém pode sair sem fazer as “diligências” junto do chefe de departamento, no caso o Dr. Aníbal que, explicam, alegava que a mesma encontrava-se no interior da sua sala.

“Os colegas bateram incansavelmente a sala dela e… nada”, depois da intensa busca, romperam a porta e encontraram-na inanimada, despida, com uma borboleta do hospital nas veias do braço esquerdo, e uma seringa apertada na mão e alguns fármacos no chão”.
Segundo o irmão da malograda, os colegas não comunicaram de imediato a família, “chamaram o SIC, que compareceu no local e retirou o corpo directamente para a morgue, sem o nosso consentimento”.
Família nega que a médica se tenha injectado com alguma substância
A família nega que a irmã se tenha injectado com alguma substancia que lhe tivesse causado a morte, e explica que desde a remoção do cadáver para a realização da autópsia, passados seis dias, desconhecem o resultado do mesmo.
Família desconfia do colega de trabalho
De acordo com familiares que falaram ao Na Mira do Crime, via telefone, explicam que a anestesista tinha sérios problemas com o seu chefe, doutor, Aníbal. Segundo o irmão da malograda, Agostinho Muquenda, “houve um dia em que o Dr. Aníbal deu uma grande surra a malograda, deixando-a inflamada”. Segundo o familiar, o caso é do conhecimento da direcção do hospital, tanto é que, foram a tribunal e o agressor ficou suspenso durante um mês.
De acordo com Muquenda, a saída do tribunal, Aníbal ameaçava a enfermeira, dizendo que ela haveria de se arrepender.
SIC em cima do caso
O Na Mira do Crime sabe que o Serviço de Investigação Criminal está a trabalhar no caso, e aguarda apenas o resultado da autópsia feita ao cadáver na quarta-feira.
Enfermeira já sepultada
Vale recordar que Júlia foi sepultada ontem, sexta-feira, 16.
A família reclama da falta de apoio do hospital.
“A direcção do hospital não nem sequer uma viatura para apoiar o óbito ou pelo menos uma cesta básica. A nossa irmã foi funcionária da saúde por 18 anos…”, lamentaram.








