Caso Chinho: SIC fez a entrega dos telefones do jogador sem cartões sim e sem bateria
Passados mais de um ano do assassinato da antiga estrela da Selecção Nacional de futebol e do Petro de Luanda, João dos Santos de Almeida, também conhecido por Chinho, de 36 anos de idade, morto a tiro na manhã de 08 Julho de 2019, no bairro Sapú, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, quase nada se sabe sobre a investigação.
Por: Belchior Resende
No entanto, o caso que já está em tribunal, e quando até já havia um detido parece não ter fim.
Depois da família do malogrado ter-se socorrido aos tribunais para reaver os pertences do antigo jogador, na manhã de ontem, sexta-feira, 22, os advogados da família fizeram a entrega dos telemóveis do Chinho que, segundo o irmão tinha provas que podiam desvendar os meandros do crime.

Bezerra dos Santos de Almeida, irmão mais velho do Chinho avançou em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME que o SIC entregou os dois telefones ao Tribunal Provincial de Luanda sem os cartões sim e sem baterias, “vou levar este caso até o Tribunal Supremo, os investigadores Lutézio e Africano têm que explicar por que mexeram nestas provas, nós, família, tínhamos certeza que nos telefones haviam dados que ajudariam a desvendar o crime”, explicou.

De acordo com o familiar, nos telefones do Chinho haviam áudios de discussões que o malogrado teve com alguém um dias antes de ser assassinado, e os instrutores que já passaram no caso, devem ter contacto com estas informações, porque tinham acesso aos telefones.

“Podem forjar tudo, pode passar anos, eu não vou parar até meter estes covardes que assassinaram o Chinho, os mandantes e colaboradores na cadeia, nem que eu tiver que pagar com a minha vida. Chinho, mano, à justiça vai ser feita como eu prometi no cemitério no dia do teu último adeus, mano, sofro muito com a tua ausência”, chorou.

De acordo com Bezerra, o oficial do SIC que retirou os pertences do antigo craque foi ouvido, porque não deveria tê-lo feito sem a presença da perícia.
“Quando lhe perguntaram porque retirou os telefones, disse que eram orientações superiores, quem é este superior que orientou?”, questionou.
Queima de arquivos?
Na última entrevista cedida ao Na Mira do Crime, o irmão de Chinho já apontava os telefones como sendo provas significantes para resolução deste caso.
“Eles sabem que nós sabemos o que tem nos telefones do Chinho, porque quem retirou os telefones do carro no dia em que ele foi assassinado, não foram os bandidos, foi o SIC-Viana que retirou os telefones e a pasta, por isso eles sabem porque não querem dar os telefones”, disse, sublinhando que a família tem algumas mensagens partilhadas com o Chinho no mesmo dia em que ele foi morto.

Questionado sobre o que diziam as mensagens, o irmão do antigo futebolista disse que se divulgarem agora aos órgãos de informação, amanhã não terão como provar.
“Eu e os outros irmãos e a mãe do Chinho temos estas mensagens, para amanhã mostrarmos em tribunal. Se quando entregarem os telefones estas mensagens não estiverem lá, vamos ter certeza que foi a polícia que desgravou estas mensagens. Sinto que a polícia só levou os telefones para prejudicar a investigação”, culpou.
Suspeito colocado em liberdade?
Vale recordar que o único suspeito que estava nas celas acusado de ter assassinado antigo jogador, foi colocado em liberdade há alguns meses, por insuficiências de provas. O mesmo jovem teria assassinado um outro jovem, no Distrito do Rangel, semanas depois.








