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Imprensa privada angolana sob ‘cativeiro’ de Álvaro Sobrinho

Imprensa privada angolana sob ‘cativeiro’ de Álvaro Sobrinho


O empresário angolano Alvaro Sobrinho, antigo responsável do falido e extinto Banco BESA, é apontado por estar a amordaçar a imprensa privada angolana.

De acordo com denuncias chegadas à redacção do Na Mira do Crime, Álvaro Sobrinho, proprietário do Novo Jornal, apesar de ter dito na entrevista concedida a Televisão Pública de Angola, no ano passado, que “A imprensa não é um negócio rentável” é citado como estando a financiar alguns jornais angolano, com intuito destes não denunciar as “suas falcatruas”, dentre estes o destaque vai, de acordo com a fonte deste jornal, que prefere anonimato, para o Jornal “Visão” do Jornalista da Rádio Nacional de Angola, Caxala Neto, que dirige o jornal administrativa e editorialmente, tendo apenas um jornalista, que o nomeou director, que porém, não exerce a função.

“o jornalista Diniz Kapapelo, é apenas director no papel, é só notar que quando Caxala Neto viaja o jornal pára, isso porque ele dirige o jornal de forma integral, a questão de colocar o Jornalista Diniz Kapapelo consiste no facto de não querer perder o emprego na Rádio Nacional de Angola”, diz a fonte que vimos citando.

A ponte entre Caxala Neto e Álvaro Sobrinho, suposto responsável pela falência do Banco BESA, é Licas Madaleno, que de acordo com o Jornal Hora H, é citado como sendo um dos beneficiários do crédito, que terá falido o Banco Espirito Santo Angola.

“O jornalista Caxala Neto, gaba-se de ser financiado por um grupo empresarial forte e que não tem problemas financeiros, visto que recebe um valor semanal avaliado em mais de um milhão de kwanzas para despesas com o pessoal e com a gráfica, o Caxala diz, que não pode se comparar com outros jornais, por estar financeiramente noutro nível”.

Álvaro Sobrinho que construiu um império em Angola e Portugal, enquanto responsável do BESA, terá acusado, em entrevista a TPA, altas figuras ligadas ao antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, de terem decretado a falência do Banco para interesse próprio, acusação que foi prontamente refutada pelo Banco Nacional de Angola e pelo accionistas do Banco Econômico.

De acordo com a fonte do Na Mira do Crime a viatura de maca Suzuky Jimny, que Caxala Neto, Jornalista da RNA e dono Jornal Visão ostenta, é fruto do pacto de silêncio que o mesmo tem com o grupo liderado por Álvaro Sobrinho.

A fonte refere ainda que do pacto consta igualmente “ataque” a algumas figuras do aparelho de Estado e do MPLA, com destaque para José de Lima Massano, Heldér Viera Dias “Kopelipa”, Leopoldino do Nascimento e Manuel Vicente, que o denominaram de “Triunvirato”.

Comenta-se a boca pequena que o Presidente da República, João Lourenço estava em vias de nomear Álvaro Sobrinho, como PCA do Banco Nacional de Angola, situação que foi aconselhado a não fazê-lo face a exposição do ex bancário, em vários processos de investigação criminal no estrangeiro com destaque para Portugal e Ilhas Maurícias.

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