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Lussaty: Um banquete regado com água do chefe para embriagar os incautos 

Lussaty: Um banquete regado com água do chefe para embriagar os incautos 


O julgamento público que o Serviço de Segurança e o Serviço Criminal estão a colocar o major Lussaty sem que antes seja julgado, parece encomenda devidamente confeccionada.

Por: Osvaldo de Nascimento

A Televisão Pública de Angola, em cadeia nacional, palmilhou, com o beneplácito do SINSE e o SIC  os apartamentos supostamente pertença do major, as contas bancárias, contabilizou os relógios, sapatos, carros, sofas, aparelho de som, enfim, deixando o cidadão quase sem defesa e obrigando-o a auto-incriminar-se 
 A forma como a reportagem foi transmitida, com o major, mesmo que detido a dar um tiro no próprio pé, mostra tudo, menos a forma como o dinheiro ia parar as contas do oficial das FAA.

Em momento algum, e sendo uma investigação que levou algum tempo, foi mencionado o cabecilha da orquestra, que com uma banda musical no palácio da Cidade Alta conseguiu, mesmo sem tocar uma única música, receber aplausos com maços de dólares em malas e caixas. 

No entanto, custa acreditar que as 19 malas cheias de dólares encontradas num dos apartamentos do major, e mais 21 caixas seladas com mais de meio bilião de kwanzas, todas elas saídas do Banco Nacional de Angola, sejam pertença única de Lussaty.
A associação criminosa tudo está a fazer para proteger os mais fortes, e atira o major como carne de canhão.

800 milhões de kwanzas selados com fitas do BNA não vão parar de forma automática ao apartamento do major. E muito mais que um inquérito do BNA, os responsáveis máximo do BNA deveriam estar temporariamente afastados das suas funções, até que uma equipa externa fizesse a devida investigação.

Há pistas que podem ser apagadas por membros da máfia. Com três passaportes todos válidos, sem que para isso o Serviço de Migração e Estrangeiro notasse, este caso leva a crer que muita boa gente ainda pode cair. 

Ou seja, é preciso que se faça bem o trabalho de casa, para que se ache a torneira que fornecia o dinheiro ao major e os donos da torneira.

 A chuva de bens do major podem estar até em nome do oficial das FAA, mas ele, e tudo indica isso, pode ser o testa de ferro de várias entidades. 

Nesta ordem de ideia, os responsáveis do ministério das Finanças, que era um dos principais fornecedores de dinheiro dos militares da Casa de Segurança, devem, também, ser investigados.

Lussaty, de 43 anos de idade, é natural da Huíla e ingressou nas forças armadas em 1997, onde trabalhou até 2019 na Casa de Segurança da Presidência da República onde, com vários oficias generais terá orquestrado o saque.

Resta agora saber quais são os demais envolvidos no esquema, quais os bens que possuem e como conseguiram, mesmo que o major  jure de pés juntos que é o único beneficiário.
 

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