Sob investigação: Corpo de Dilma dos Santos Vidal já repousa no cemitério do Benfica
Foi a enterrar, esta terça-feira, 06 de Julho, no cemitério do Benfica, a jovem Dilma dos Santos Vidal, de apenas 18 anos de idade, tida pelos vizinhos e moradores do Quarteirão D, da Centralidade do Kilamba, como uma pessoa meiga e afável, mas que terá se suicidado na última sexta-feira, 02, atirando-se do oitavo e não terceiro andar do edifício onde residia com uma tia e o esposo da mesma.
Por: Patrícia da Silva e Edilson Pinto
Embora as causas ainda estejam por apurar, o certo mesmo é que os vizinhos e pessoas mais próximas, continuam incrédulos e a espera de respostas para tamanha capacidade de uma jovem em tirar a própria vida naquelas circunstâncias.
Familiares, amigos e colegas acompanharam Dilma Vidal até a última morada. Uma das colegas, inconsolável, descreveu a malograda como uma jovem muito calma e sensível.

“Ninguém fazia ideia que ela poderia estar a passar por alguma situação que a levasse a cometer tamanha loucura”, desabafou incrédula.
O ex-namorado da malograda, presente no óbito, confessou que apesar de não estarem mais juntos o facto de estudarem juntos estava sempre com ela “e a Dilma parecia estar totalmente bem”, sublinhou, numa altura que os familiares não conseguem descortinar o que pode estar na base do suicídio.
No edifício D25 do quarteirão D da centralidade do Kilamba ainda são visíveis as marcas do impacto da queda que resultou na morte da jovem Dilma, como era carinhosamente tratada pelos mais próximos naquele edifício.

De acordo com os vizinhos e seguranças do referido edifício, no local continuam as marcas de sangue e ainda os três dentes que saltaram da boca da jovem naquela fatídica sexta-feira, num dia em que a jovem estava em casa com a avó e duas irmãs, mas não chegou a abordar com elas a situação que a apoquentava ao ponto de tirar a própria vida.
“Ela vivia no 3º andar com a tia e o marido dela e naquele dia eles já não estavam em casa. Ela estava com duas irmãs e a avó, mas não disse nada a elas. Saiu de casa, abandonou as chaves na porta e subiu até ao 8º andar onde estão as parabólicas do edifício e atirou-se dali para baixo”, explicaram os vizinhos, garantindo que a menina era bem educada e não encontram motivos para que aquela menina de bom trato pudesse tirar a própria vida.
“Não deixou nenhuma carta a explicar os motivos ou as razões para este acto. Mas estamos desolados”, sublinharam.
Entretanto, o óbito realizou-se na casa da avó, na zona do Weza Paradise, na rua 3 do projecto de construção dirigida Nzoji Yami (Kikuxi), na via expressa Zango/Benfica.
O NA MIRA vai continuar a acompanhar o caso, até saber às reais causas da tragédia








