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Caso Lussaty: Comandante da UGP no Kuando Kubango recolhido às celas

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O comandante da representação da Casa de Segurança do Presidente da Republica, na província do Kuando Kubango, coronel Manuel Correia, foi detido nesta quarta-feira (6), em Menongue, no âmbito da “operação caranguejo”. O coronel encontra-se encarcerado na delegação do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), no chamado bairro Novo, na capital da província.

A detenção do comandante Manuel Correia, no cargo de 2004, ocorreu no seguimento de uma vistoria desencadeada por uma comissão da Procuradoria Geral da República da área de recuperação de ativos ida de Luanda que se encontra desde segunda-feira, a trabalhar em Menongue.

Ao desenvolver os seus trabalhos de investigação, a comissão da PGR detectou que a semelhança do que acontecia em Luanda, oficiais desta representação militar inseriam nomes de pessoas alheias a Casa de Segurança nas folhas de salários e de seguida retinham os cartões multicaixas passados em nome dos “militares fantasmas” de forma a poderem ficar com os ordenados. A operação é feita com um gestor do BPC identificado por “Gregório”.

Ao total, segundo apurou o Club-K,  foram detidos seis oficiais todos eles da área do pessoal e quadro da Casa de Segurança nesta província. Dentre os detidos destacam-se o capitão Domingos Kassuta, coordenador do grupo especial da Casa de Segurança e um capitão Atanásio Lucas José apanhado a usar dois NIP- Numero de Identificação Pessoal, o que lhe permitia ter o seu nome duplicado na folha de salário da unidade. Atanásio Lucas José tinha um NIP na qual ganhava como coronel da Casa de Segurança quanto que a sua verdadeira patente é de capitão.

Para além da manipulação do sistema financeiro, o capitão Atanásio Lucas José carreta as acusações segundo as quais inseriu desde 2018 a 2019, no sistema salarial os seus próprios filhos menores sendo que um deles na altura do ingresso contava com 7 anos de idade.

Ao contrario do que aconteceu em Luanda, a prisão destes oficiais em Menongue aconteceu num clima de humilhação ou menos adequado para os mesmos, o que despertou atenção dos habitantes. O caso mais notável foi o do capitão Domingos Kassuata, que viu o seu filho a ser agredido quando na noite de terça-feira a comissão da PGR foi realizar vistoria em sua casa.

Os que foram apanhados no quartel, terão sido tratados como “cães” sujeitos a revistas nas suas viaturas na presença dos seus subordinados.

Segundo apurou o Club-K, a comissão da PGR, tem agendado trabalhos de investigação junto a divisão local das FAA, nesta mesma província tendo em conta que uma rede da direção de finanças do Estado Maior em Luanda tem sido monitorizada na sequencia de indícios de manipulação nas ordens de saque.

Fazem parte desta rede do Estado Maior General em Luanda, o chefe da Direção Administração e finanças (DAF), tenente general Francisco Fernando Zombo, o Brigadeiro Pedro Queiroz, o major Manuel (da área da ordem de saque), major Perivelda, e um coronel identificado por “Benjamim”, citado como detentor de uma fazenda com mil cabeças de boi, no interior do país.

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