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Chefe de gabinete de Tshisekedi e ex-ministro na mira da Justiça

Chefe de gabinete de Tshisekedi e ex-ministro na mira da Justiça


No espaço de nove meses, o combate à corrupção, prometido por Félix Tshisekedi, já fez duas vítimas. O chefe de Gabinete do Presidente da República Democrática do Congo é um dos 4 suspeitos do desvio de 15 milhões USD e o ex-ministro da Saúde está acusado de ter desviado fundos destinados à luta contra o Ébola.

O chefe de gabinete de Félix Tshisekedi, Presidente de República Democrática do Congo (RDC), Vital Kamerhe, é um dos principais suspeitos do desaparecimento de 15 milhões USD dos cofres públicos, segundo o relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que está a ser analisado pelo Tribunal da Cassação.

O desaparecimento dos 15 milhões USD foi referido pelo próprio Presidente Tschisekedi, em Julho, quando a IGF recomendou que o caso fosse investigado, depois de as suspeitas passarem para o domínio público.

A quantia corresponde a uma retenção de 15% de 100 milhões USD que o Estado pagou a sete companhias petrolíferas para compensar uma quebra na distribuição. Esse valor, que devia reverter a favor do Estado, foi depositado numa conta de um "Comité de Monitorização dos Produtos Petrolíferos", o que constitui "uma irregularidade que viola as disposições legais e os regulamentos que regem as finanças públicas", refere o relatório da IGF, citado pela agência de notícias France Press.

Mas um outro documento, denominado "Extracto de Contas", carimbado pelo banco privado "Raw Bank", mostra que o depósito foi feito no dia 20 de Junho de 2019, na conta do Comité de Monitorização dos Preços dos Produtos Petrolíferos.

Antes de a Inspecção-Geral de Finanças começar a investigar o caso já o nome de Vital Kamerhe, um dos quatro implicados no caso, surgia como figura central no desvio dos 15 milhões USD. Além de chefe de gabinete do actual Presidente, Kamerhe é um aliado político de Félix Tschisekedi, que, como o próprio diz, tem mantido um papel público neutro na investigação.

"Como estou a lutar por um Estado de direito, pela independência da Justiça, deixo as instituições judiciais fazerem o seu trabalho com total independência", declarou o Chefe de Estado ao jornal Le Soir, depois de ter recebido o inspector-geral de Finanças para "tranquilizá-lo em caso de ameaças".

Expansão

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