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Corrupção a “passos galopantes” no Hospital dos Cajueiros

Corrupção a “passos galopantes” no Hospital dos Cajueiros


O hospital geral dos Cajueiros é o local de enriquecimento ilícito de muitos funcionários. Quando os pacientes procuram por um exame de raio X, esse serviço parece ser algo impossível de realizar, tudo porque, segundo a denúncia dos mesmos, existe um esquema controlado por alguns enfermeiros do referido hospital.

Por: Carlos Quicuca

Segundo apurou o NA MIRA DO CRIME, o esquema funciona seguido uma determinada cadeia, que começa no portão de entrada do hospital, quando o segurança interpela os pacientes, para saber aonde o paciente vai.

“Ao seres interpelado pelos segurança e você explicar a tua situação eles dizem que só fazem raio X para doentes do hospital, a pretexto de não terem material para o raio x. Mas depois eles dizem que se estiveres interessado a arranjar 3 mil kwanzas podes ser atendido”, denunciaram alguns pacientes ouvidos por este Portal.

Estes actos de corrupção, que o IGAE tem estado a tentar eliminar das instituições públicas, esbarra na falta de condições de trabalho, principalmente, nos hospitais.

Segundo os pacientes que denunciam estes actos no hospital dos Cajueiros, depois de chegar a acordo com o paciente, o segurança chama o maqueiro que recebe o dinheiro e acompanha o paciente a sala de raio X.

“Na sala, com a conivência com o técnico em serviço, fazem o impossível raio X acontecer com direito, inclusive, da chapa de radiografia que minutos antes não havia material para o efeito”, notaram, garantindo que, tal como magia o dinheiro entregue pelos pacientes fazem tudo aparecer.

Noutros casos, acrescentaram, em caso do paciente recusar-se a pagar, as chapas de raio X são substituídas por fotos feitas com recurso a telefones dos familiares dos utentes de alta resolução e qualidade.

Estes episódios, avançam os nossos interlocutores, são mais frequentes pacientes, muitos deles, acompanhados de crianças sem recursos financeiros.

Enfermeiros arrogantes

Os nossos entrevistados, visivelmente revoltados, denunciaram ainda a forma arrogante e sem respeito que muitos enfermeiros, principalmente do sexo feminino, tratam os pacientes.

“Ficam cheias de vaidade, destratam as pessoas e chegam mesmo a ameaçar os pacientes que não serão atendidos”, garantiram, para depois acrescentar que uma média de 20 a 25 pessoas chegaram a pagar para conseguirem ter o referido raio X.

“Aqueles que não tinham recursos levaram apenas fotos das fracturas tiradas com os seus telefones ou dos seus familiares”.

Entretanto, a nossa equipa contactou, via telefone, a direção do hospital que disse desconhecer o assunto e negou qualquer cobrança, pelo hospital, para que os pacientes tenham o raio X.

Todavia, enquanto se aguarda uma investigação pela direção do hospital e do IGAE, chamado a intervir a favor dos pacientes, o esquema vai continuar a ser desenvolvido por estes cidadãos.

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