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Tribunal de Viana julga mãe e filha por burlarem mais de 400 pessoas

Tribunal de Viana julga mãe e filha por burlarem mais de 400 pessoas


A 10ª Secção da Sala de Crimes do Tribunal Provincial da Comarca de Luanda iniciou hoje (quarta-feira), no município de Viana, o julgamento de duas mulheres, mãe e filha, acusadas de burla por defraudação.

São acusadas as rés Linda Moisés Kunga (mãe) e Maria Moisés (filha), esta última em fuga no exterior do país.

As mulheres prometiam às vítimas o contacto com uma suposta madre proveniente de Roma (Itália), que as podia curar de todo o tipo de enfermidade, mas que nunca foi vista pelos pacientes.

Foram vítimas das acusadas, entre outras, Teresa Fernandes da Cunha e sua família, para além de Margarida Paulo e Rosa Marques, que pagaram avultadas somas na esperança de serem curadas das enfermidades que padeciam.

As rés, para além de prometerem o contacto com a madre "milagreira", comprometeram-se também em enquadrar algumas pessoas na Televisão Pública de Angola (TPA), Sonangol e na Imprensa Nacional.

Neste capítulo, mais de 400 pessoas foram enganadas mediante o pagamento de 25 mil kwanzas cada uma para conseguir emprego, promessa que nunca foi cumprida.

Devido a estes crimes, Linda Moisés Kunga, a mãe, esteve detida na Comarca de Luanda por algum tempo, mas por excesso de prisão preventiva foi libertada, enquanto a filha ficou livre por questões de saúde.

Depois de dois adiamentos por falta de condições de trabalho (falha de energia) no Tribunal, a juíza da causa deu início a audiência com a leitura das alegações da instrução do processo.

Durante o julgamento, a ré foi interrogada sobre a relação que tinha com a ofendida Teresa Fernandes da Cunha, tendo respondido ser sua amiga e que a conheceu na empresa americana Forever Living Product.

Porém, a ré negou todas as acusações, durante o interrogatório da juíza e da representante do Ministério Público.

A ofendida Teresa Fernandes da Cunha declarou em Tribunal que perdeu uma filha em consequência da burla, atribuindo culpas do infortúnio as rés, que lhe terão proibido de ir ao hospital garantindo que a criança seria melhor submetê-la a tratamento tradicional ou a rezas.

A queixosa indicou que a suposta madre envolvida no processo, apontada como curandeira, nunca foi vista e que apenas era contactada por telefone, levando-a a fazer a participação junto da polícia, em 2016.

Em função do tempo, a audiência foi suspensa para 27 de Novembro no mesmo tribunal, para audição, leitura dos quisitos e alegações finais.

Devem ser ouvidas ainda quatro declarantes e outras testemunhas para esclarecimento do processo.

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