Huíla: Detida ex-administradora de Chicomba por desvio de mais de 600 milhões de Kwanzas
A antiga administradora do município de Chicomba, Lúcia Francisca, foi detida ontem, quinta-feira, 16, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), na Huíla, sob suspeita de peculato, associação criminosa e tráfico de influência.
A acusada, de 66 anos de idade, foi administradora do município de Chicomba durante oito anos (2010- 2018), tendo saído por reforma.
No processo-crime número 3809/2018, confirmado pelo SIC/Huíla à ANGOP, está igualmente arrolado um funcionário da supracitada administração e sócio da firma Luvprest, João Vaz Monteiro e o ex-director municipal da Educação, António Domingos Damião.
Sobre os suspeitos pesa o alegado desvio de mais de 600 milhões de Kwanzas durante a gestão de Lúcia.
Após a detenção que ocorreu por volta das 11h00, a antiga administradora deu entrada nas celas do SIC (Edifício B) minutos depois e foi interrogada por um procurador durante três horas.
Após o interrogatório, o seu advogado, José Carmona, disse que aguardam pela definição da medida de coação pessoal.
Contactado pela ANGOP, o jurista Emil Calei, sublinhou que no crime de peculato existem três molduras penais, dependendo da quantia subtraída, mas tratando-se de um valor elevado, a pena é de cinco a 14 anos de prisão.
Acrescentou que às referidas molduras são ainda acrescidas um terço, se o funcionário público for titular de cargo público.
Já para o tráfico de influência, informou que a condenação varia de um a cinco anos, ao passo que para a associação criminosa, se for provado, é de um a oito anos, se chefiar o grupo é de dois a 10 anos.
A PGR na Huíla está a investigar actualmente 197 gestores públicos com processos relacionados a crimes financeiros. O município de Chicomba dista a 220 quilómetros a Norte do Lubango e tem uma população estimada em 163 mil e 086 habitantes.
C/Angop











