Lussaty e companhia começam a ser julgados em Dezembro
De acordo com a RNA que cita fonte da Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público já formalizou a acusação, e o Tribunal deve começar a julgar os acusados a partir do próximo mês. Neste caso, o Major Lussaty é o principal rosto do processo Nº 39/21.
Estão ainda arrolados ainda vários oficiais das Forças Armadas Angolanas, com destaque Edelfonso Ferraz, Domingos António, Joaquim Amado e Evaristo Cambande, todos detidos.
Os visados, são acusados de lesar o Estado angolano em milhares de dólares, com processamento de salários de alegados funcionários fantasmas da Banda de Música da Presidência da República, da empresa de Desminagem, da Unidade Chacal e de toda Secretaria Geral da Casa de Segurança do Presidente da República.
Atanásio Lucas, ex-presidente do Kuando Kubango Futebol Clube, é também acusado de ter inscrito 38 jogadores na folha de salário da Casa de Segurança do PR.
Lembra-se que em Maio do ano em curso, oficial das Forças Armadas Angolanas (FAA) ao serviço da Presidência da República, major Pedro Lussaty, foi apanhado, a sair do país com 10 milhões de dólares e quatro milhões de euros.
Ao ser detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, o também chefe das Finanças da banda musical da Presidência da República, não justificou a origem do dinheiro.
Uma fonte da Casa de Segurança da Presidência da República revelou à VOA que a operação integra "um esquema antigo em que estão envolvidos muitas altas patentes" das FAA.
Segundo a fonte, o major Pedro Lussaty vinha a ser seguido após um negócio com o general Bento Kangamba, quem lhe terá vendido uma residência na Espanha.
Quando as autoridades espanholas alertaram as suas congéneres angolanas sobre a existência de um novo dono da referida residência, o major Lussaty foi notificado três vezes mas não compareceu, e, de lá para cá, as autoridades judiciais passaram a segui-lo e "fizeram o devido levantamento da sua ficha em Luanda".








