Corrupção: Funcionários do SME estão a cobrar 100 mil kwanzas para facilitar emissão de passaporte
Os cidadãos que se dirigem às lojas de registo do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) estão agastados com a morosidade do processo de emissão dos passaportes. Há relatos de pessoas que aguardam até um ano para receber o documento.
Por: Edilson Pinto e Belchior Resende
Na loja do Km 30, por exemplo, há cidadãos que aguardam pelos seus documentos há mais de nove meses.
De acordo com João Rafael (nome fictício) desde Janeiro que deu entrada da sua papelada para remissão do passaporte e até a data presente não tem nenhuma resposta satisfatória.
Porém, há pessoas que trataram o documento na mesma época que o reclamante, que foram ‘coagidos’ pelos funcionários da referida loja do SME a pagar alguns valores, e já obtiveram o documento.
“Uns dizem que o atraso está ligado a central, outros que faltam cédulas, a pessoa vai e vem e não consegue uma resposta certa. Mas temos conhecimento através dos próprios funcionários do SME que se dermos algum dinheiro teremos o passaporte em pouco tempo”, denunciou.
Segundo utentes ouvidos pelo NA MIRA DO CRIME, na porta do cavalo do SME está a se pagar até cem mil kwanzas para obtenção rápida do documento.
“A facilitação na entrega de passaportes varia de 70 a 100 mil kz, e quem me disse isso foi mesmo um funcionário”.
Lembra-se que em 2019 houve uma alteração na taxa para o tratamento do passaporte de 3mil kwanzas para 30 mil e 500. Entretanto, os cidadãos lamentam o facto de a subida do preço não contribuir para o melhoramento dos serviços.
Comunicação do SME muda e surda
O NA MIRA DO CRIME tentou por várias vezes o contacto com o porta-voz do Serviço de Migração e Estrangeiros, Simão Milagres, mas o silêncio naquele departamento do órgão do Ministério do Interior falou mais alto.











