Carlos São Vicente começa a ser julgado dia 26 de Janeiro
O empresário Luso-angolano, Carlos São Vicente começa a ser julgado dia 26 de Janeiro, na 3.ª Secção Criminal do Tribunal da Comarca de Luanda.
Acusado de fraude fiscal de 1,2 mil milhões de dólares.
O empresário luso-angolano Carlos São Vicente está acusado de vários crimes, entre os quais fraude fiscal continuada durante cinco anos, com valores superiores a mil milhões de euros, 1,2 mil milhões de dólares, segundo o despacho de acusação.
Segundo o despacho do Ministério Público, além do crime de fraude fiscal, o empresário é ainda acusado de peculato e de crime de branqueamento de capitais de forma continuada.
De acordo com a acusação, o empresário, que durante quase duas décadas teve o monopólio dos seguros e resseguros da petrolífera estatal angolana Sonangol, terá montado um esquema triangular, com empresas em Angola, Londres e Bermudas, que gerou perdas para o tesouro angolano, em termos fiscais, num montante acima dos 1,2 mil milhões de dólares.
Com este esquema, segundo o mesmo documento, Carlos São Vicente terá também conseguido não partilhar lucros do negócio dos seguros e resseguros com outras cosseguradoras, como a seguradora pública ENSA, prejudicando, deste modo, estas empresas, bem como a própria Sonangol.
Uma acusação que, segundo fontes ligadas à defesa do empresário "tem uma fundamentação quase inexistente", por não haver factos que o provem a fraude fiscal.
Casado com Irene Neto, filha do primeiro Presidente angolano, António Agostinho Neto, Vicente está preso desde Setembro de 2020.











