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Cidadão acusado de violar menino de 11 anos de idade segue em liberdade, família alicia mãe do menor com 400 mil kwanzas

Cidadão acusado de violar menino de 11 anos de idade segue em liberdade, família alicia mãe do menor com 400 mil kwanzas


Chama-se Silvestre José, mais conhecido por Milton e o por outros de Bruno, aparenta ter 30 anos de idade, e está a ser acusado de ter transformado em 'amante' o seu aluno de apenas 11 anos de idade, com quem manteve relações sexuais (anal) durante os momentos reservados para aulas, fruto de ameaças de morte de que o menor era vítima.

Por: Mário Cunha

Foi, no entanto, no "Complexo Escolar Loloma", localizado na rua 18 da Comissão do Cazenga, onde o acusado leccionava as cadeiras de Língua Portuguesa e Matemática, e a criança estudava, onde tudo começou.

Dando conta que o rapaz apresentava algumas dificuldades nas cadeiras que o suposto violador leccionava, em Janeiro de 2021, a mãe do pequeno, de nome fictício (Ana Rosa) contratou o suposto predador para das aulas ao domicílio ao menino.

Durante este período, a vítima terá sido várias vezes abusada, e os familiares, a acção só foi descoberta quando o rapaz começou a deitar fezes de forma irregular.

Ou seja, mesmo quando estivesse em pé e vestido. "Levamo-lo para o hospital onde através de exames percebemo-nos que o ânus estava completamente aberto”.

Dito de outro modo, era a confirmação de que o rapaz tinha sido vítima de abuso sexual.

Menino sente-se acanhado e não brinca com os amigos

“Desde o dia 14 de Fevereiro que ele foi observado no Departamento de Sexologia Forense da Investigação Criminal, apenas está ser tratado com folhas de moringa e Santamaria, mesmo depois de o teste ter dado positivo no caso de violação”, lamentou a mãe.

E como é o dia-a-dia da criança?

“Ele sente-se acanhado no meio dos amigos, só brinca a vontade com seus irmãos em casa”, revelou.

 A mãe denunciou ainda que está a ser pressionada pela família do suposto violador para retirar a queixa, do processo que tem o número 1162/022, a fim de receber em troca quatrocentos mil kwazas, e para que o rapaz seja enviado ao Brasil para tratamento médico.

“Neguei a oferta para seguir com o processo”, disse.

Segundo a nossa fonte, depois do suposto violador ser detido, na 18° esquadra do Cazenga, foi encaminhado no mesmo dia para o Comando Municipal do Cazenga, onde ficou encarcerado três dias, tendo sido solto de seguida, graças ao famoso "familiarismo".

“A mulher dele, do violador, é sobrinha do procurador que está com o processo”, descobriu.

“Estamos descontentes com esta conduta das autoridades, principalmente do Ministério Público, que nesta situação poderia nos defender”, disse o coordenador do bairro Tunga Ngangô, do sector 1-B, Isaque Mongo.

Irmão do acusado diz que o mesmo não apresenta comportamento desviante

Ouvido por este jornal, o irmão paterno do acusado, Santos Bastos de Araújo, de 33 anos de idade, acredita na Inocência do irmão, e acrescenta que ele não apresenta nenhum comportamento emocional desviante.

“O meu irmão não é um fugitivo, ele está em liberdade condicional, ele tratou o assunto com o advogado e com o procurador que segue o processo”, observou, tendo acrescentando que o acusado foi apurado num concurso público em Malanje, mas deixou de ir devido ao problema que enfrenta.

O NA MIRA DO CRIME sabe que o acusado vive no município do Cazenga, no Distrito Urbano do Cazenga-popular, algures na FILDA, e tem três filhos.

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