Autópsia revela que jovem encontrada morta na Camama estava grávida de cinco meses - Na Mira do Crime
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Autópsia revela que jovem encontrada morta na Camama estava grávida de cinco meses

Autópsia revela que jovem encontrada morta na Camama estava grávida de cinco meses


Mais dados são conhecidos sobre a jovem Amélia Manuel Fernando, de 22 anos de idade, que apareceu morta na quinta-feira, 28, nos arredores dos condomínios “Parque das Acácias e Túlipa Negra”, situados no Distrito Urbano da Camama, município de Talatona.

Por: Mário Cunha

O NA MIRA DO CRIME deslocou-se até a casa do óbito, e ouviu o pai da malograda, Carlos Fernando, de 64 anos de idade, que explicou que a filha saiu de casa no sábado, 23, isto seis dias antes da sua morte.

De acordo com o progenitor, a filha sempre saísse de casa em direcção ao bairro Cawelele, Distrito Urbano do Futungo, município de Talatona, fazia dois ou três dias em casa da amiga, mas depois regressava para casa.

“Tomamos conhecimento da morte da minha filha na quinta-feira 28, por voltas das 12 horas, através de publicações nas redes sociais. No entanto, havia um vídeo que circulava e dizia  que ela estava internada no Hospital Geral, fomos para lá, quando chegamos informamos o caso, os enfermeiro procuraram o nome dela nas listas dos internados e na morgue, mas não encontramos nada”, recordou.

“Ao sairmos do hospital, quatro efectivos da polícia que aí se encontravam em trabalho, aconselharam-nos a irmos ao Hospital Josina Machel, quando nos dirigíamos para lá, fomos surpreendidos com uma chamada telefónica de alguém que se presume ser o namorado ou amigo do namorado da minha filha, afirmando que era efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC), quando mantive conversa com ele, este dizia que a minha filha estava no Hospital Geral, respondi que acabava de sair de lá e depois de uma aturada busca não encontramos nada, questionei quem de facto era a pessoa no telefone e esta remeteu-se ao silencio”, contou, para depois acrescer que, o suposto SIC simplesmente desejou pesares à família.

De acordo com o nosso entrevistado, minutos depois a família recebeu um outro telefone de um Oficial do SIC informando a real situação, e onde estava o corpo da malograda.

Caramelo: família conhece o nome, mas nunca recebeu o namorado da malograda em casa

A família da malograda diz não conhecer pessoalmente o namorado da jovem, sabe apenas Que é conhecido por Caramelo, é primo da Melita, amiga da malograda que reside no bairro Futungo, rua do Camuenji, onde supostamente Amélia passava às noites e terá passado lá os três últimos dias de vida.

Segundo a família, a Melita, amiga da malograda, confirmou aos efectivos do SIC que Amélia esteve em sua casa no sábado, domingo e segunda-feira, tanto é que, na terça-feira, 26, ainda passaram o dia juntas, mas no período da tarde a jovem ausentou-se de casa.

Joana Fernando, irmã mais velha da malograda, disse que na quarta-feira, 27, ainda manteve conversa com a Amélia por via da rede social facebook.

“Neste dia a minha irmã publicou um vestido no grupo que poderia usar no seu casamento, no decorrer da conversa, questionou à Amélia quando regressava para casa, disse que voltaria na quinta-feira, 28”.

Resultado da autópsia

Segundo informações em posse do NA MIRA DO CRIME, os resultados da autopsia realizados ao corpo da malograda dizem que a mesma estava em estado de mãe há já cinco meses, e terá provocado o aborto que terminou em morte.

Família pede justiça

O pai da jovem pede que se faça justiça, primeiro pela vida da sua filha e segundo do bebé que carregava. “O suposto enfermeiro e o namorado devem ser responsabilizados”, exigiu.

A família presume que o aborto terá sido feito no bairro Benfica, arredores da Brincomil, onde o suposto namorado “Caramelo” reside.

A jovem de 22 anos de idade foi a enterrar ontem, domingo, 31, no Cemitério da Camama.

 

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