Comandante-geral da Polícia Nacional experimenta ‘teste de fogo’ - Na Mira do Crime
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Comandante-geral da Polícia Nacional experimenta ‘teste de fogo’

Comandante-geral da Polícia Nacional experimenta ‘teste de fogo’


O actual Comandante-geral da Polícia Nacional de Angola, Comissário-geral Arnaldo Carlos, está a ser testado pela actual realidade que o país atravessa.

Por: NA MIRA DO CRIME

Nomeado a 17 de Janeiro do ano em curso, há sensivelmente sete meses, a mais alta patente da Polícia Nacional (PN), até a data da sua nomeação, não havia experimentado tamanha responsabilidade.

De 55 anos de idade, Arnaldo Carlos mostrou cartas durante 3 anos em frente do Serviço Investigação Criminal (SIC), e é chamado a mostrar a sua competência em gestão de crise, numa fase em que o país vive um impasse, fruto da vitória do MPLA, declarada pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), rejeitada pelo partido UNITA, numa disputa bem concorrida e vivida fervorosamente pelos jovens.

Para molestar o ‘descanso’ do chefe das patentes douradas, o ‘busílis da questão’ está justamente na maior praça eleitoral do País, Luanda, onde para além da maior exigência dos cidadãos, o “todo-poderoso” MPLA, perdeu o jogo... ainda assim, os homens do “Galo Negro” exigem mais, deixando tudo em Stand by.

Com um pouco mais de 114.674 efectivos (dados de 2020) distribuídos pelas 18 províncias, com 30% na capital Luanda, onde a Polícia é chamada a redobrar esforços, Arnaldo Carlos dorme com a calculadora em mãos para, em hora em hora, fazer cálculos de onde devem estar estacionados os efectivos, fruto do actual quadro que vive o país.

Até 2020, Angola tinha o rácio de um polícia para mais de 800 habitantes e a província da Huíla era a menos beneficiada, com um efectivo para 1.666 pessoas, de acordo com dados do director do Pessoal e Quadros da Polícia Nacional, comissário José Domingos Moniz.               

Até agora, os efectivos da Polícia Nacional têm-se desdobrado da melhor forma possível, dando mostras que estão preparados para qualquer cenário.

Este facto foi evidenciado no dia do voto, estando os homens da farda azul quase invisíveis, permitindo que os cidadãos votassem de forma livre e pacífica.

Volta e meia, principalmente nas cidades de Luanda e Benguela, são vistos cortejos de viaturas da polícia repletos de polícias armados até aos dentes, prontos para intervir em qualquer situação.

Este momento, também, exige que o Comandante-geral esteja fielmente agarrado à calculadora, porque, como é sobejamente sabido, falta quase tudo na Polícia, desde meios rolantes a efectivos.

Nalguns segmentos da sociedade, grupos devidamente identificados ‘agitam’ cidadãos para subversão da ordem, abrindo todos os cenários possíveis, num país que acaba de sair há pouco mais de 20 anos de uma guerra que enlutou todas as famílias angolanas.

Assim sendo, a Polícia é chamada a exercer o seu papel, sendo que, em alguns pontos do país, particularmente em Luanda, já se nota algum ‘mal- estar’, e temos como exemplo a vandalização de cerca de 8 autocarros públicos, no final da tarde desta sexta-feira, 02, no município de Viana.

E se fosse Paulo de Almeida?

Alguns manifestantes habituados com a Polícia, devem estar a esfregar às mãos de contente  por não ter o ex-Comandante da Polícia Nacional, Paulo de Almeida.

O ‘gigante’ da farda azul não dava linhas nem agulhas para tentativas de subversão da ordem e tranquilidade.

O também timoneiro do MPLA, já que nunca negou ser dos ‘camaradas’ sempre defendeu o sistema com unhas e dentes e protegia os seus efectivos quando era oportuno e necessário.

O homem das rosas lindas e com espinhos, experimentado nestas lides de tensão, geriu várias crises internas como é o caso, por exemplo, do Monte Sumi e Cafunfo só para citar estes acontecimentos, que poderiam ter eclodido em revolta popular.

Ainda assim, o NA MIRA DO CRIME sabe que a Polícia está em boas mãos, e encoraja o Nº 1 da Polícia de Angola a tudo fazer para manter a ordem e a tranquilidade em todo território nacional.

Polícia Nacional de Angola

Serve para garantir a ordem, a defesa da segurança e tranquilidade públicas, o asseguramento e protecção das instituições, dos cidadãos e os respectivos bens, contra criminalidade violenta ou organizada e outros tipos de ameaças e riscos.  

Enquanto Órgão de Estado, a Constituição da República estatui no Artigo 210.º a Polícia Nacional de Angola como uma instituição nacional, permanente, regular e apartidária, organizada na base da hierarquia e da disciplina, incumbida da protecção e asseguramento policial do País, no estrito respeito pela Constituição e pelas leis, bem como pelas convenções internacionais de que Angola seja parte. 

A Polícia Nacional é composta exclusivamente por cidadãos angolanos, sendo a sua organização única para todo o território nacional.   Lei própria regula a organização e o funcionamento da Polícia Nacional.

 

 

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