‘Profeta’ que prometia libertar Cabinda do “jugo colonial” detido após violar crentes (casadas e solteiras)
Um suposto profeta, de nome João Paulo, até o dia 28 do mês de Setembro (data da sua detenção) tido como homem de confiança da seita denominada Ministério da Profecia e Cura em Angola, está a ser acusados por homens e mulheres da referida denominação, de usar falsa qualidade para se aproveitar das mulheres que aí acorriam em busca de curas milagrosas.
Por: Belchior Resende
O acusado, tido no seio dos seus crentes como o enviado de Deus, capaz de realizar curas milagrosas, aproveitava-se das fragilidades dos crentes e apoderava-se de casas, recebia avultadas somas em dinheiro como meio de pagamento de tratamento ou para libertação de espíritos malignos nos imóveis e móveis.
Manvogo e Nkonde, homens que durante anos foram de alta confiança do suposto profeta, explicaram que durante o tempo que congregaram no referido espaço, constataram que o mesmo não era homem de Deus e do bem, pois, incitava a violência, “prometia libertar Cabinda do jugo colonial, destruía lares, envolvendo-se sexualmente com muitas crentes, casadas e solteiras, que aí afluíam em busca de tratamento”, contaram, avançando que, o grupo vivia sob ameaças de morte por parte do profeta, tendo em conta que presenciaram casos de chantagens e burla qualificada, cujas vítimas eram empresários, comerciantes, trabalhadores do campo petrolífero de Malongo, altos funcionários e outras individualidades de renome.
Depois de várias denúncias e queixas, o SIC-Cabinda despoletou uma série de investigação, que culminou com a detenção de 10 cidadãos, dentre eles o suposto profeta, 8 indivíduos de segurança privada e duas mensageiras, com idades compreendidas entre 33 e 50 anos de idade, todos eles ligados a seita Ministério da Profecia e Cura em Angola.
Operação
Na operação dirigida pelo SIC, foram apreendidos 891 mil kwanzas, 451 dólares norte- americanos. 175 Randes, 3 viaturas, sendo 1 de marca Toyota, modelo Land Cruiser, duas de marca Hunday, modelo Accent, 9 telemóveis de diversas marcas, 5 rádios de comunicação de marca Motorola, 4 cartões multicaixa, 1 passaporte, 1 computador de marca Mac Book Hipo e uma chave com designação cidade de Cabinda, tidas como matéria-crime.









