Fiscais "mixeiros" de Viana recolhidos para cadeia
Três indivíduos liderados pelo fiscal Bravo da Costa, afectos à fiscalização do município de Viana, distrito Urbano do Zango, foram detidos este Sábado, 29, por cobranças indevidas em obras de construção no Zango 3, Projecto Kangamba.
Por: Matias Miguel
De acordo Manuel Santos, Chefe de Departamento do Serviço de Investigação Criminal (SIC) Viana, dois indivíduos da fiscalização foram detidos por extorsão, tendo como lavra uma obra de um pacato cidadão.
Saturado com a extorsão, o cidadão dirigiu-se ao piquete do SIC-Viana e fez a denúncia.
No Sábado, os infractores exigiam 600 mil Kwanzas, para não ver a obra embargada, mas ao irem ao encontro dos valores monetários, a vítima accionou o Serviço de Investigação Criminal e acabaram detidos no Comando Municipal de Viana, devendo serem entregues ao Magistrado Público para as medidas que se impõe.
Quem é o próximo?
Soube o NA MIRA DO CRIME que o Director da Fiscalização de Viana, João Gonçalves Mateus, tinha outra na manga, ao levar para o Comando de Polícia um terceiro fiscal "mixeiro".
"No Zango, a primeira informação que nos chegou tratava-se de rapto, mas depois descobriu-se que tratava-se de extorsão perpetrada por três colegas do Departamento de Fiscalização de Viana, dentre os quais um está foragido", disse salientando que é uma prática antiga.
"Eu já encontrei esse vício e estou a tentar combate-lo; hoje de manhã foi sim detido um colega meu. Sendo um crime público devemos denuncia-los", disse João Mateus.
De salientar que a "máfia" reside nas administrações, sobretudo nos departamentos da DMIOTH, Fiscalização e Gabinete Jurídico.
Recentemente, um ex-director de fiscalização de Viana veio a público revelar como é feita a "máfia" de terras em Viana.
Disse ainda que uma das muitas razões que levam o fiscal a extorquir proprietários de obras, é que "o fiscal tem contrato com o Estado, mas não tem salário, vivem de avenças, logo a posição dele como fiscal é propensa a extorsão", revelou, disse.











