Vietnamita líder de rede de tráfico de marfim capturado no Condomínio Vereda das Flores
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Central de Combate ao Tráfico Ilicíto de Pedras, Metais Preciosos e crimes contra o Ambiente, em coordenação operativa com outras forças, mediante cumprimento de um mandado de detenção, deteve, nesta sexta-feira, numa residência situada no Condomínio Vereda das Flores, quatro cidadãos, sendo dois vietnamitas e dois angolanos, entre estes o “vietnamita” identificado como “Tony”, de 36 anos de idade, líder de uma associação criminosa.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo o Superintendente-chefe de Investigação Criminal e Porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, os implicados foram flagrados em posse de grandes quantidades de produtos proibidos da fauna e flora, dentre estes marfim bruto e outros produtos já trabalhados, transformados em argolas, esferas e cilindros.
"As grandes quantidades de marfim bruto e trabalhado, foram encontradas no terraço da residência, escondidas em diversas malas e sacos, devidamente fitacoladas e embaladas”, disse.
A detenção dos traficantes é resultado de um trabalho aturado de Investigação Criminal, na sequência da detenção de um cidadão vietnamita no dia 23 de Setembro de 2022, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, que estava em posse de 26, 6 Kg (vinte e seis quilos e seis gramas) de marfim trabalhado em argolas, esferas e cilindros.
Com a detenção, o SIC apurou de forma preliminar que, o marfim em argolas e pulseiras, foi adquirido na RDC, pelos dois cidadãos angolanos de origem Congolesa, que venderam ao mandate ao preço de 8 milhões de kwanzas.
Em sequência da mesma operação e, também por crimes de Agressão Ambiental, foram detidos no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, nesta quinta-feira, 01, dois cidadãos de 40 e 29 de idade, em posse de 44. 8 kg de marfim e 4 quilos de dentes de felinos, que estavam dissimulados em três malas de viagem que deviam seguir para Dubai, através da companhia Aérea Emirates.
Face a gravidade dos factos, receberam ordem de detenção, e os produtos apreendidos como matéria probatória do crime, serão presentes ao Ministério Público para ulteriores trâmites processuais.








