Teme pela vida: Oficial denuncia altas patentes do exército, juízes e magistrados judiciais militares de orquestrarem cabala contra si
Jones Francisco Dombo Ramos, oficial do Exército, com a patente de Tenente, está a ser alvo de um monstruoso esquema, fraudulento e criminoso, orquestrado por um conluio que engloba oficiais superiores, generais, juízes, advogados e magistrados judiciais militares e do Ministério Público. A vida do Tenente Jones está por um fio, tendo já sofrido diversas prisões arbitrárias e tentativas de assassinato, pelo que apela às instâncias superiores da magistratura judicial militar, das Forças Armadas e ao Comandante-em-Chefe, o Presidente João Lourenço, para que o salvem e se faça justiça
Por: Na Mira do Crime
A cabala que foi montada contra o oficial do Exército, Tenente Jones Francisco Dombo Ramos, actualmente licenciado à reserva, é digna do roteiro de um filme, com todos os ingredientes de trapaça, traição, uso e abuso de poder, maquiavelice, impiedade e usurpação de direitos e haveres de outrem.
Para “apimentar” mais o conteúdo da história, os envolvidos na maquiavélica trama são oficiais superiores das Forças Armadas, da Polícia Judiciária e Magistratura Judicial Militar, entre outros, incluindo advogados.
Tudo começa no Huambo, província onde o ofendido estava colocado, por causa de uma dívida que alguém contraíra ao Tenente Jones e quando este resolveu cobrar, em vez de receber o que lhe era devido, foi ameaçado.
O devedor recorreu ao seu chefe imediato, com quem mantinha uma relação de parentesco ou amizade que desconhecia.
De imediato passou a ter sérios problemas no trabalho, situação que envolveu, posteriormente, o director da Polícia Militar Regional no Huambo que, em jeito de castigo, o envia para a 4ª Divisão no Kuito, Bié, sem que o Tenente soubesse que já havia uma combina para acabarem com ele, ou pelo menos, fazê-lo desaparecer.
A perseguição tem início no ano de 2018, tendo sido “desempregado”, constituído arguido, detido e preso de forma ilegal, por conta de acusações gravíssimas com proposta de desmobilização, corte de salários, baixa na efectividade da repartição de Pessoal e Quadro das FAA, por alegada difamação e calúnia, com o simples objectivo de o manter na cadeia por tempo indeterminado, com perca de salário e, como se não bastasse, ainda foi-lhe constituído um processo-crime por deserção, de forma dolosa, com a única intenção de o silenciar.
A partir daí, como já se referiu, o Tenente Jones Francisco Dombo Ramos passou a viver uma autêntica odisseia, que ainda não conheceu fim.
Assim sendo, tem feito diversos recursos, tendo apresentado uma queixa-crime junto da Décima Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Nacional; esteve reunido recentemente com o actual Director da Polícia Judiciária Militar do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, aguardando por bons resultados, e solicita a ajuda dos órgãos de comunicação social para levar ao conhecimento público, principalmente da sociedade angolana, as autênticas batalhas que trava com essa “organização criminosa” que congrega alguns oficiais superiores, generais, juízes, advogados e magistrados judiciais militares e do Ministério Público.
O Tenente Jones Francisco Dombo Ramos, de 42 anos de idade, agora licenciado à reserva, é natural da província da Huíla, chefe de família, estudante do 5º ano do curso de Direito Criminal; frequentou também o 8° curso Prático de Investigação e Instrução Criminal da Polícia Judiciária Militar do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas em Luanda.
Jones Francisco Ramos questiona se alguém imagina “quantos militares e policiais já foram conduzidos indevidamente à cadeia por culpa desta associação criminosa. Quantos polícias e militares já foram expulsos sem cometer qualquer crime na corporação, por inveja, calúnia, difamação, nepotismo, e caíram no desemprego”?
E acrescenta: “o desemprego é a principal fonte de desestruturação familiar, abandono familiar, violência doméstica, fuga à paternidade, desamparo dos filhos, aumento exponencial da delinquência juvenil, prostituição a todos níveis com disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, entre outros males sociais, assim não se pode criar uma sociedade saudável”.
Em sua opinião, “os magistrados e oficiais generais consomem muito dinheiro aos cofres do Estado e deveriam prestar um bom trabalho à sociedade, mas na verdade, esses valores não beneficiam actividades benéficas para o cidadão e sim ‘organizações criminosas’ dentro dos órgãos de justiça militar”, afirma, acrescentando que “o proceder desses magistrados e oficiais superiores e generais, fragiliza a justiça e descredibiliza o poder das instituições públicas do Estado”.
Jones Ramos descreve que a referida “associação criminosa” envolve o Juíz Presidente do Tribunal Militar da Quarta Divisão de Infantaria no Cuito-Bié, à data da ocorrência dos factos; o Procurador Militar da Quarta Divisão de Infantaria no Cuito-Bié e o seu adjunto; a secção de Fiscalização Judicial da Procuradoria Militar da Quarta Divisão de Infantaria no Cuito-Bié; o director da Polícia Judiciária Militar da Quarta Divisão de Infantaria no Cuito-Bié; os advogados destes processos que violaram o prazo legal para a interposição do competente recurso; o director da Polícia Judiciária Militar da Região Centro, no Huambo, à data da ocorrência dos factos, assim como o chefe da Direcção de Pessoal e Quadros do Exército, que recebeu o documento com calúnias gravíssimas proveniente da direcção da Polícia Judiciária Militar do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, em Luanda, à data da ocorrência dos factos.
“Os autores desta cabala devem ser responsabilizados cível, disciplinar e criminalmente nos actos em que incorrem”, apela o oficial, concluindo que “não podemos baixar a guarda na luta contra os abusos de autoridade”.








