Jovem ferida com caco de garrafa no rosto 'abandalhada' pelo SIC e PGR
A cidadã Victorina Chilala Tchitacumula, de 21 anos de idade, que no passado dia 18 de Dezembro foi ferida com gravidade por um cliente, no restaurante em que trabalhava, algures no Luanda Sul, está apoquentada pelo facto do seu algoz não ter assumido a reparação de danos provocados.
Por: Matias Miguel
A jovem voltou a procurar este jornal, para, desta vez, demostrar a sua indignação ante a alegada impavidez do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Viana, que não moveu palha alguma contra Edson Leal, de 26 anos, que lhe desferiu o golpe com uma garrafa de cerveja que deixou o seu rosto desfigurado.
De acordo Victorina, depois do incidente do passado dia 18 de Dezembro, esperava por uma reacção mais acutilante por parte do SIC contra Edson, "mas isso não aconteceu".
"Ele deixou marcas indeléveis no meu rosto e hoje, na rua, suporto todo tipo de adjectivo: bêbada, mulher da vida, etc... só por causa dele", refere, salientando que gasta muito dinheiro no vai e vem à PGR do Zango, mas até agora, apesar da queixa feita nunca foi ouvida pelo SIC de Viana.
O que mais a apoquenta é o facto de Edson estar a gabar-se, "como se tivesse ganho um troféu fruto das promessas que foi fazendo".
"Ele diz por aí que estragou a minha beleza porque eu me armava em mulher boa", revela, afirmando mais adiante que Edson, aos amigos, diz que é intocável.
Por causa do preconceito, Vitoriana deixou de trabalhar e, agora, a suportar todas consequências que o desemprego acarreta.
Processo estagnado
Ela conta que no dia 28 de Dezembro, o Investigador do SIC, cujo nome não foi revelado, disse-lhe para voltar dia 12 Janeiro, depois de se registar o processo número 22643/22.
"Sinto-me desesperada e humilhada, frisou. Ouvido o investigador, este garantiu que o processo terá pernas para andar depois de receber o despacho do PGR.
"No caso da jovem Victorina Chilala Tchtacumula, constituiu-se o processo 22643/22. No entanto, nós, SIC, remetemos ao Procurador Geral da República para emitir um despacho, só depois é que vamos ouvir a jovem, e seguir os trâmites que se exigem em processos de género”, explicou.








