Caso de funcionário da Presidência acusado de violação e cárcere adormece há três anos no tri - Na Mira do Crime
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Caso de funcionário da Presidência acusado de violação e cárcere adormece há três anos no tribunal

Caso de funcionário da Presidência acusado de violação e cárcere adormece há três anos no tribunal


Deolinda Freitas, de 47 anos de idade, mãe de Lusineide Freitas, actualmente com 15 anos de idade, violada e mantida em cárcere privado quando tinha 12 anos de idade pelo vizinho, que atende pelo nome de "Jota", funcionário da Presidência da República à data dos factos no ano de 2020, na rua da Dira, Zango 03, município de Viana, está aflita e clama por justiça, já que o processo sobre este crime "anda adormecido no Tribunal Dona Ana Joaquina há três anos".

Por: Matias Miguel

De acordo Deolinda Freitas, a justiça tem lhe sido injusta, porque há três anos que anda atrás do processo nº 5528/2020-02, ofício número 1063, de 12 de Novembro de 2020, alocado no Tribunal Dona Ana Joaquina sem que haja resultado.

"Não vou me cansar, enquanto não ver o caso resolvido; este caso não vai morrer solteiro", garante, sublinhando que "Jota" violou e fez cárcere privado durante 15 dias a sua filha, por isso não pode sair ileso.

Ela disse não fazer sentido que a filha tenha sido abusada sexualmente por 15 dias por um cidadão devidamente identificado e hoje este passeie a seu Bel-prazer, como se nada tivesse acontecido.

Lembra que a sua filha Lusineide, na altura com apenas 12 anos, desapareceu de casa durante a tarde e prolongou-se pela noite.

“A preocupação foi aumentado, permaneci 15 dias de angustia, vasculhei os hospitais, coloquei fotos nas ruas, nas chapas, nas paragens de táxis no Zango, em tudo quando é canto; investiguei junto das amiguinhas dela, e obtive uma pista, e fui atrás dela, até descobrir que tem sido aliciada por um senhor conhecido por Jota que, por sinal, é meu vizinho, que fica a 200 metros da minha casa", disse, afirmando que foi daí que soube que ele aliciava menores e uma delas era sua filha.

"Usava a oficina do amigo para o cometimento de todas as atrocidades", precisou, contando que foi ter com o cidadão em causa para indaga-lo, mas este manteve uma postura arrogante, ao ponto de tratar a senhora de maluca, para depois sugerir que se pedisse ajuda, provavelmente a ajudaria a localizar a filha.

A partir daí, recebeu uma foto e prontificou-se a ajudar a fotocopia-la e publicar nas ruas.

Ante o cinismo de Jota, a mãe da menina, obrigou-o a irem juntos à esquadra policial para prestar esclarecimentos sobre o que sabe do sumiço da filha.

O que Lusineide disse à mãe?

"A minha filha contou-me, que esteve com o tio Jota durante os 15 dias que esteve ausente, na rua da Dira, na casa do amigo dele, que é mecânico de viaturas. No 16º dia, levou-lhe até à casa de uma tia, onde a deixou. A Lusineide, depois de tudo que aconteceu, hoje já não é a mesma menina; apresenta algum desequilíbrio mental, perdeu a auto-estima”, lamentou.

Aos prantos, ela disse sentir muita vergonha e frustração.

“Eu sou a mãe e quando isso acontece, a parte paterna me responsabiliza e ainda me crucifica por tudo quando é negativo", disse.

“Jota ajoelhou e prometeu-me oferecer casa”

"Na Esquadra”, conta, “informei à polícia todos nos detalhes sobre Jota e da autoria assumida do crime de violação e cárcere privado, mas ele só abriu a boca para me pedir, de joelhos, que eu retirasse o caso das autoridades; pediu muitos favores, perdão e, em troca, oferecer-me-ia uma residência na centralidade do Zango oito mil.

Segundo a mãe da vítima, Jota diz gozar de algumas imunidades, ao ponto de processar dois investigadores e também um Jornalista desta casa, que acompanhava o caso.

Ela só quer que a justiça feita e que o peso da lei se evidencie.

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