Extorsão - Efectivos da Polícia Nacional em Cacuaco de olhos no lucro dos taxistas - Na Mira do Crime
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Extorsão - Efectivos da Polícia Nacional em Cacuaco de olhos no lucro dos taxistas

Extorsão - Efectivos da Polícia Nacional em Cacuaco de olhos no lucro dos taxistas


Na manhã de terça-feira, 17, por volta das 9 horas, na zona do Kikolo, município de Cacuaco, alguns efectivos da Polícia Nacional envolveram -se directamente no negócio dos taxistas e moto-taxistas, como se patrão ou sócios se tratassem.

Por: Kihunga Bessa

Eles cobram em função da hora que os moto-taxistas e taxistas entram na estrada, catalogando o número de matrícula do veículo.

Este jornal flagrou dois agentes da polícia a extorquirem um moto-taxista que, enfurecido, começou a destratar os homens da farda azul, desafiando-os que não daria mais nenhum tostão porque "vocês não são meus patrões".

Os motoqueiros informaram que os agentes em questão pertencem ao posto policial da pólvora e são colocados naquela zona, por ser um sítio de muito engarrafamento e, por isso, conseguem com menor dificuldade fazer parar tanto os carros como as motos.

"Eles fogem das suas responsabilidades e passam o dia a infernizar a vida dos motoqueiros", disse.

Jonivaldo Borges, um dos motoqueiros vítima de extorsão, diz ser difícil trabalhar de uma vez, dependendo dos patrões que não sabem os gastos feitos ao longo do dia, onde o polícia exige 1500, a cada moto-taxista.

"Por exemplo: só esta hora, já entreguei a esses polícias 1500, até ao final da tarde quanto poderei gastar?”, perguntou, totalmente aborrecido.

Já para Pedro Miranda, outra vítima, assegura que os serviços de moto-táxi estão a tirar muita gente do mundo da delinquência e ajudar no auto emprego, mas sublinha que o Estado deve ajudar este segmento da sociedade, ainda este ano.

"Toda hora dar dinheiro ao polícia também aborrece, porque a produtividade baixa significativamente.".

Sabe-se que muito recentemente a Polícia Nacional realizou um encontro com as associações dos motoqueiros, que teve lugar no Talatona, onde se debateram vários temas e, no final, os mesmos foram orientados a legalizar os seus veículos de formas a evitar interpelações constantes.

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