Cidadão libanês comercializa três toneladas de produtos deteriorados no Calemba - 2 e tenta ali - Na Mira do Crime
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Cidadão libanês comercializa três toneladas de produtos deteriorados no Calemba - 2 e tenta aliciar repórteres

Cidadão libanês comercializa três toneladas de produtos deteriorados no Calemba - 2 e tenta aliciar repórteres


Os armazéns da empresa Angoparadise, sitos no sentido Calemba II/ Estádio 11 de Novembro, a 300 metros da loja Arreoiu,  propriedade do cidadão libanês, Mohamed Fayao, estão a comercializar produtos frescos (costoletas, francos e coxas de frango) em mau estado de conservação.

Por: Matias Miguel

Este jornal foi surpreendido por Manuel Castanheira, em representação da Associação Defesa do Consumidor (A Decor) com uma denúncia pública, dando conta do crime que a referida empresa está a cometer desde o dia 20 do mês em curso.

O produto não apresenta data vencida, mas "como podemos ver, apresenta-se  esverdeado e outras partes ressequidas; podemos notar também um  avermelhado que é sinal de decomposição".

Sem hesitar, referiu que ao consumir os produtos em causa pode provocar alergias e outras consequências inimagináveis. "Não temos dúvidas que são demonstrações de que os produtos apresentam-se em mau estado de conservação, logo não devem ser consumidos muito menos comercializados", alertou.

"O empresariado não pode e nem deve olhar apenas para os seus lucros, mas sim na população consumidora; é este que lhe faz crescer os rendimentos; então não pode vender gato por lebre", referiu sublinhando o papel

 da existência das Associações de Consumidores como: A Decor e outras. "Compete-nos fiscalizar e remeter aos órgãos como a ANIESA e o INADEC, para darem um tratamento adequado", esclareceu.

Jogo de influências

O empresário libanês Mohamed Fayao, nas vestes de director geral, ausente na empresa no momento da autuação, ao aperceber-se por via telefónica, através do gerente, da presença de uma equipa multisectorial composta por SIC, Associação do Consumidor "A Decor", Jornalistas de vários órgãos, ficou preocupado mais com a televisão.

O funcionário recebia orientações para solicitar os repórteres da televisão que abandonassem o local com garantias de que resolveria primeiro com os indivíduos dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) e, depois, iria ao encontro dos repórteres.

Rejeitada a proposta,  notou-se um 'festival de telefonemas' com efectivos do SIC, que culminou com a retirada destes do local, com a promessa de voltar na segunda feira, 23 de Janeiro, com o propósito de levar algumas caixas ao laboratório a fim de dissipar as dúvidas à volta da qualidade dos produtos.

Até ao momento, sabe-se apenas que Mohamed Fayao, retirou parte dos produtos do referido armazém para parte incerta.

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