Afinal era gente da Polícia Nacional - cidadão assume ter prestado falsas declarações à RTP para difamar e caluniar a corporação e órgãos de Soberania
Dionísio Sebastião, mais conhecido por João Lourenço, de 33 anos de idade, estafeta e efectivo da Polícia Nacional, foi apresentado esta segunda-feira, 30 de Janeiro, à imprensa como autor assumido de factos que "configuram os crimes de Ultraje ao Estado seus símbolos e Órgãos, por se fazer passar de efectivo do SIC para difamar e caluniar, motivado pelo descontentamento das condições de trabalho a que são submetidos os efectivos da polícia nacional.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo o Superintendente-Chefe de Investigação Criminal, Manuel Halaiwa, porta-voz Geral do SIC, das investigações apurou-se que o indivíduo não é agente do SIC, mas sim, da polícia nacional e submeteu-se ao acto de forma espontânea com intuito de sujar o Estado angolano com realce para a instituição SIC no alegado envolvimento dos seus membros.
"Foi estimulado pelas notícias que acompanha por via das redes sociais, não conhecendo nenhum dos Juízes do Tribunal Supremo, muito menos efectivos seniores de investigação", declarou.
Dionísio Sebastião, de forma serena, assume todos os factos que a ele são imputados e atribui as motivações ao facto de ter ficado descontente sobretudo com a falta de promoção de carreira. "Tudo aconteceu por descontentamento, uma certa magoa e dor que guardo no coração, uma dor que paira no seio dos efectivos, sobre as promoções. Com 15 anos de carreira e, infelizmente mantenho-me numa classe bastante inferiorizada com um salário que nem permite a frequência e, ou conclusão do Ensino Superior", disse.
Importa referir que, Dionísio Sebastião é efectivo da polícia nacional, ostentando o posto de agente de primeira, colocado na Unidade de Polícia de Segurança Pessoal e de Entidades Protocolares, no departamento de relações públicas.








