No Sequele: Pai é consolado com 8 milhões de Kwanzas pelo homicida do seu filho
Um cidadãos, com apoio de dois procuradores, conformou-se com 08 milhões de Kwanzas recebidos da mão cidadão que atropelou mortalmente o seu filho, para que saia da cadeia. A negociação levou mais de cinco horas.
Gilson Francisco Mateus, de 22 anos de idade, estudante Universitário, perdeu a vida às 14 horas do dia 28 de Novembro de 2022, na Centralidade do Sequele, na sequência da imprudência de Oldmir Junqueira Fortunato, filho de um endinheirado que terá alegadamente pago oito milhões de Kwanzas ao procurador da esquadra do Sequele para se livrar da cadeia, 24 horas depois de ser detido.
Por: Matias Miguel
Fonte que acompanha o processo disse que Oldmir Junqueira Fortunato, depois de ter atropelado a vítima, em vez de prestar os primeiros socorros, levando o infeliz a uma unidade hospitalar mais próxima, optou por abandoná-la já estapelada no asfalto, até que surgiu uma patrulha policial que a socorreu para o Hospital do Prenda, onde acabou por sucumbir. De acordo com a fonte familiar, as causas do morte foram: traumatismo craniano conforme o boletim de óbito.
O acusado foi detido 53 dias depois, 20 de Janeiro de 2023 e posto em liberdade no dia seguinte, 21, por concordância dos dois Magistrado Público afectos à Esquadra do Sequele, mediante o pagamento de um milhão e 200 mil Kwanzas para o termo de identidade e residência.
O quesito é que, o acusado, depois de cometer o acto, fugiu para depois omitir o caso aos país, e só depois de um mês e 23 dias a polícia o deteve em cumprimento a um processo-crime e por ordem do Magistrado do Ministério Público, em investigação levada a cado por efectivos do Departamento de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP) através do incidente que ficou registado no sistema do CISP.
De acordo com a fonte que vimos referenciando, o pai do cidadão detido e mais dois advogados presenciaram a detenção de Oldmir Fortunato depois de ser confirmado no envolvimento do crime durante uma entrevista policial.
Junqueira Fortunato, pai, parmaceu mais de cinco horas colado ao telefone no quintal da Esquadra, estabelecendo contactos até com responsáveis de órgãos de soberania para evitar que o filho passasse, pelos menos, uma noite trancado nas selas, mas não foi capaz de evitar que passasse 24 horas.
Fonte familiar, descontente, disse ao NA MIRA DO CRIME que o pai do acusado é senhor de posses e reuniu com os pais do malogrado para convence-lhes a indemniza-los com 08 milhões de Kwanzas e não voltarem a falar do assunto.
A exigência, abrangeu também a então namorada do malogrado que, ouvindo o que ela chamou de pouca vergonha, entendeu publicitar a foto do acusado e do pai nas redes sociais e, mais tarde, obrigada a apagar a publicação.
Este jornal tentou contactar o pai de Gilson Francisco Mateus que, educadamente, atendeu, mas depois de ouvir o suficiente, solicitou encarecidamente para encerrar o assunto que deixou todos arrasados.
"Já chega, não quero mais recordar, esqueçam, se faz favor", pediu.








