Neto mata e esquarteja avó de 73 anos acusada de dizimar membros da família
Lucas Gomes Kakinda é o nome do cidadão de 31 anos de idade que, no pretérito dia 21 de Fevereiro decidiu matar a sua avó que se chamou Delfina António Pedro Simões, de 73 anos de Idade, no Distrito do Rangel, por alegadamente ser considerada culpada pela morte misteriosa de membros da família.
Por: Ngunza Chipenda
O desaparecimento também misterioso da anciã levou os familiares a considerarem que se tratava de um sequestro.
Três dias depois, o SIC Luanda foi accionado e, imediatamente, procedeu-se à abertura de um processo investigativo.
A primeira paragem foi em casa da malograda, onde manteve contacto com os dois netos que coabitavam no quintal comum com a avó.
Das informações obtidas pelos investigadores, foi possível determinar como o suspeito, com quem viveu algum tempo com a malograda, foi o último a visitá-la por volta das 19 horas desse dia.
Outro dado importante foi saber que, na residência da avó, ouviu-se um estrondo que despertou a atenção dos netos e dos vizinhos.
Ao irem verificar o que se passava, depararam-se com o acusado que, questionado pelos dois primos, alegou que a avó saiu a gritar, depois de receber uma notícia vinda de si mesmo, segundo a qual a sua filha, neste caso bisneta da anciã, estava gravemente doente.
E mais: a avó saiu a correr para arranjar dinheiro para tratar da saúde da criança em causa. O estrondo, ao que tudo indica, era um golpe infligido contra a avó.
Face às evidências, a equipa deu continuidade às diligências de forma aturada, onde foi possível a localização do suspeito na sua residência.
Diante das fortes suspeitas, foi o acusado submetido a um interrogatório policial sobre o suposto sequestro e desaparecimento da avó e, no meio de algumas invasivas, acabou por confessado tê-la matado.
Conta que chegou à casa da mesma por volta das 15 horas aproximadamente do passado dia 21 de Fevereiro, e por achar que avó é feiticeira e é que está a prejudicar a família, buscou um ferro que se encontrava no quintal, desferiu golpes na região craniana por mais de 05 vezes e, posteriormente, usou sacos plásticos asfixiando a vítima, até morrer.
Contou que para se desfazer do cadáver, colocou-a num balde de 120 litros, limpou a casa, fechou e saiu num instante, levando consigo uma botija de gás butano de 12kg, cor laranja até aos arredores do mercado dos Congoleses, tendo vendido a uma senhora que apenas conhece de face no preço de 25 mil Kwanzas, tendo regressado à residência da avó às 19 horas.
Aproveitando-se da calma que se fazia sentir, aliada à ausência dos primos, voltou a sair, arrastando de forma apeada o balde, onde se encontrava o cadáver até à sua casa.
E porque a sua esposa estava ausente, com objectos cortantes e contundentes: "faca de talho e almofariz" esquartejou primeiramente os membros superiores, depois a cabeça e, por último, os membros inferiores, tendo separado as partes do corpo em sacos plásticos.
A parte do tronco, embrulhou em lençóis e cobertores e atirou em uma lixeira que também tem charcos, no bairro do Tunga Ngo; colocou os membros superiores e inferiores, em sacos plásticos de cor preta, apanhou um táxi na Avenida dos Comandos, com destino ao bairro do Golfe 02, de seguida, à rotunda da Camama e, por último, ao 11 de Novembro, na vala de drenagem, defronte a Centralidade do Kilamba, onde deitou, precisou.
Foi possível localizar e proceder à remoção dos membros acima referenciados e fazer constituição do cadáver, faltando por localizar os membros inferiores e seguidamente foi depositado na Morgue Central de Luanda do Hospital Josina Machel.










