Caso agente Ndala: Família acusa suposto efectivo do SIC de assassinato, hospital aponta para acidente de viação
O Corpo do agente da Polícia Nacional de nome Eugénio Tchipilica Ndala, afecto a Esquadra do Sequele, município de Cacuaco, foi encontrado por familiares na tarde desta quinta-feira, 09, na morgue do Hospital Municipal do Capalanga, em Viana, sete dias depois do seu desaparecimento.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com Álvaro Carvalho, tio do malogrado, que falou em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME, dias antes a família esteve na Morgue do mesmo hospital e não encontrou dados do malogrado, espanta que na tarde de ontem, quinta-feira, 09, quando regressaram outra vez ao mesmo local o corpo estivesse deposito numa das gavetas da morgue.
Segundo o nosso entrevistado, a direcção do hospital alega que o jovem deu entrada no hospital por volta das 22 horas de quinta-feira, 02, do mês corrente vítima de acidente de viação, informação que a família não aceita, uma vez que o jovem, dizem, não apresenta lesões nas pernas ou escoriações no corpo.
Agente do SIC envolvido no crime?
Maria Rosalina Tchipilica, irmã do malogrado, desconfia de um suposto agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na unidade onde trabalhava o seu irmão, por este, ter envolvido com uma jovem que é supostamente mulher do investigador.
Questionada sobre a identidade do mesmo, a irmã recusou avançar mais detalhes, porque tem certeza que o mesmo é o principal suspeito.
“Não é possível que o meu irmão apareça morto hoje neste hospital, porque nós já passamos aqui antes e não havia nenhum dado dele. Como pode hoje aparecer neste hospital?", questionou.
A família exige das autoridades que se esclareça as reais causa da morte do jovem, e que seja feita justiça.
Hospital diz que jovem deu entrada no hospital dia 2 com múltiplas fracturas
O NA MIRA DO CRIME procurou a direcção do Hospital, que na pessoa da directora do Hospital, Maria Kativa Mateus, orientou que o director clínico se pronunciasse sobre o caso.
Sem querer ser identificado, o director clínico explicou que Eugénio Tchipilica Ndala deu entrada no Bloco de Urgência do hospital por volta das 22 horas de quinta-feira, 02, em vida, transportado por efectivos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.
“Ele estava em vida, tinha sofrido traumatismo craniano, estava inconsciente e com fracturas nos membros inferiores, e foi atendido pela equipe em serviço como desconhecido maior, infelizmente não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer às 23 horas e 30 minutos do mesmo dia”, explicou.
A direcção explica ainda que tendo falecido no interior do hospital, e sem dados do malogrado, o hospital deu a conhecer o assunto ao Serviço de Investigação Criminal, e em seguida depositado o corpo na morgue do referido hospital, esperando pelos familiares, que encontram apenas ontem de tarde.
"Se realmente eles tivessem cá vindo a procura, teriam encontrado, porque em nenhum momento movemos o corpo", disse, acrescentando que, desconhece a presença dos familiares dias antes a procura do malogrado.








