Aumenta o tráfico de Cocaína e Crack no Zango, bocas continuam a lucrar com apoio de agentes da autoridade
O tráfico, posse e venda de Cocaína e outras drogas pesadas em Luanda, particularmente no município de Viana, distrito urbano do Zango é uma realidade inquestionável. O volume de negócio aumenta, e o preço tende a subir uma vez que o SIC aperta cada vez mais a entrada do produto no País.
Por: Na Mira do Crime
Uma equipa de reportagem deste jornal saiu à rua para entender, uma vez mais, o fenómeno no município mais populoso do país. Em Viana, a Vila Sede e o Luanda Sul são os pontos onde o negócio flui e rende.
De acordo com alguns entrevistados ouvidos pelo NA MIRA, explicaram que o negócio vai bem porque todos comem. Questionados sobre o que significava todos, foram peremptórios em responder. “Os polícias, homens do SIC, fornecedores e vendedores, aqui basta não ser ganancioso para tudo dar certo”, sentenciaram.
No entanto, parece que o negócio tende a dar mais lucro, pelo menos nas últimas semanas, no distrito urbano do Zango.
Naquela zona, há um local onde os vendedores correm em busca do produto.
É um famoso ginásio que está situado na rua das Madres, no Zango 3.
O NA MIRA DO CRIME sabe que o alvo já foi vítima de várias operações do SIC e já foram inclusive detidas pessoas que simulavam exercitar-se quando na verdade traficavam cocaína.
Um “drug diller” conhecido na zona, aceitou falar aos microfones do NA MIRA.
Disse que o negócio vende principalmente na Rua da Dira. Num famoso espaço construído por um terraço. Este mesmo espaço, está a escassos metros do referido ginásio.
A rua da Sagres, segundo a nossa fonte, é outro ponto de venda de drogas pesadas, existem, ainda, três grandes restaurantes que são pontos certos de venda.
“As vendas são feitas em zonas de prostituição, onde às pessoas não dormem, a venda é feita 24/24 horas”, segredou.
Preçário
O preço do Craque, vulgo “Libanga”, segundo vendedores da zona, custa 2 mil Kwanzas por cada pedrinha. O “Sniff”, que é a Cocaína, a grama está no valor de 10 a 9 mil Kwanzas.
Autoridades envolvidas?
De acordo com fonte deste jornal, há autoridades envolvidas neste negócio. Chefes de Departamentos do SIC, DIIP e da Polícia são apontadas como pessoas que asseguram o negócio.
“Se não houvesse contacto com eles já estávamos presos há muito tempo. Quem deixa de pagar sofre consequências, assim como quem se excede por parte deles. Cada um tem limites, somos obrigados a pagar quotas mensais e/ou semanais, depende do acordo feito. Daí não termos muita preocupação quando estamos a vender o produto, e depois também já temos clientes certos, desde papoítes grandes e betinhos”.









