Funcionários não foram poupados- Empresa SolarGem acusada de burlar mais de 200 pessoas
A empresa SolarGem que era responsável pelas vendas de equipamento solar em parceria com cidadãos chineses, burlou mais de 200 pessoas e até os seus próprios funcionários. Ela publicitava os seus produtos através dos trabalhadores e redes sociais, sugerindo que o pagamento fosse feito online. É aí onde tudo começou.
Por: Jurelma Coxe
Funcionários da Empresa SolarGem decidiram quebrar o silêncio e trouxeram o caso à ribalta, contando cenários de extrema indignação.
A situação da SolarGem agravou quando começou a receber investimentos de várias pessoas, sem disponibilizar o produto, pelos vistos, de forma deliberada.
Quando as cobranças começaram, até porque muitos clientes já tinham transferido dinheiro próprio ou emprestado, dada a oferta, a empresa decidiu encerrar os seus serviços.
"O trabalho era feito via online; quando entrei na empresa, ela já estava totalmente constituída; comecei como investidora e depois passei a ser assistente e, durante esses meses todos, trabalhamos normalmente, e foram entrando mais pessoas”, disse uma funcionária.
De repente, sem explicação nenhuma, a empresa fechou e os trabalhadores cruzaram os braços com uma mão cheia de dívidas agravadas pela falta de salários.
Eles contam que a forma como a empresa publicitava suscitou interesse por causa da margem de lucro, ao ponto muita gente requisitar.
"Eu comprei e revendi várias vezes, por isso convidei os meus amigos e familiares a apostarem no negócio", revelou Justina Afonso, com lágrimas nos olhos.
De salientar que há muito dinheiro de funcionários, seus familiares e até mesmo de amigos, em jogo.
Já há cenários de ameaças de morte contra aqueles que pediam dinheiro emprestado.
“Corro risco de morte, porque passei a ser o rosto da empresa, por ter convidado um número considerável de pessoas", afirmou, reforçando que só chegou a saber que os angolanos têm parceria com chineses há pouco tempo.
"Tenho provas de tudo, contas bancárias e muito mais”, desafiou.
Adiantou ainda que durante o tempo que estava activa, a empresa era protegida pela polícia e por alguns militares.
"Algumas vezes, aparecia gente ligada ao Executivo", informou o funcionário, que confessa não ter havido motivos para desconfianças com a idoneidade da empresa, "pois tinha NIF e estava registada no site da AGT".
Este jornal sabe que há que foi lesado mais de 1 milhão de Kwanzas. Neste momento, com um processo já berto no SIC-Luanda, está a se contabilzar o valor total levado pelos responsáveis da empresa.








