Está a ser comercializado no Mercado do 30: Associação denúncia que a empresa Merhat tem mais de 18 toneladas de arroz deteriorado
O Presidente da Associação Angolana de Ajuda ao Consumidor (AAAC), Sains Maximino Bongue, denuncia que a empresa a empresa Merhat, Comércio e Indústria SU, Lda. do cidadão eritreu apenas identificado por Filipe, está a comercializar toneladas de arroz de marca “Rosanna”, no mercado do “Km 30” em mau estado de conservação, apesar da data de validade do produto vencer apenas em 2024.
Por: Kiamukula Kanuma
De acordo com o responsável, mais de 18 toneladas deterioradas “com larvas” (5 naves do referido produto) estão preparadas para serem comercializadas no maior mercado de Luanda.
Uma equipa do Na Mira do Crime deslocou-se na manhã desta quinta-feira, 27, até ao referido mercado para conferir à denúncia.
No local, num dos pontos de venda da referida empresa, encontramos o gerente, que não se identificou, mas que tudo indica que seja cidadão eritreu, começou por negar a existência de grandes quantidades de sacos de arroz “Rosanna” infestados com larvas, para depois confirmar, mas em quantidades mínimas.
Em conversa mantida com um dos funcionários da empresa que solicitou anonimato, explicou que "o patrão tem dois armazéns, para além do de Viana, o outro está localizado no Calemba II”.
“No Calemba 2 é onde o boss fica mais, aí, o arroz deteriorado é peneirado, ensacado e coloca-se a venda”, denunciou, acrescentando que, os sacos mais infestados, levam para as fábricas de bolachas.
“Ainda temos arroz cem por cento partido, os sacos são misturados com o bom arroz”, descobriu.
Trinta minutos depois da nossa estadia rondando o local, surgiu o dono da empresa, o empresário Filipe, acompanhado de dois advogados.
Em conversa mantida com a nossa equipa, começaram por tentar manobrar, arranjando justificativas a fim de assegurar a imagem da empresa, porém, não conseguiram justificar a permanência do produto nos armazéns, para depois desdobrarem-se em telefonemas.
Percebemos que o Advogado ligou para o responsável máximo da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) Diógenes de Oliveira.
Filipe, o empresário, ligou para um suposto efectivo do SIC-Viana, apenas conhecido por Gravatinha, supostamente os guardiões do empresário.
Em actos de averiguações de denúncias, principalmente em empresas estrangeiras que relacionadas ao ramo alimentar e que estejam metidos em acções delituosas, tem sido hábito os mesmos socorrerem-se por funcionários da ANIESA ou do SIC, quando apanhados com a boca no botija.








