SIC acusado de proteger cidadão que matou a esposa à porrada em Viana
Madalena Pascoal Pembele, carinhosamente tratada por Vanuza, de 23 anos de idade, estudante universitária, assassinada na manhã da última quarta-feira, 24, na residência em que vivia com o seu marido, Edson Van- Dúnem foi a enterrar este sábado, 29, às 12 horas no cemitério do Benfica, debaixo de uma grande revolta contra as autoridades que alegadamente tentam abafar o caso.
Por: Kiamukula Kanuma
Manuel Pembele Purri, pai da malograda, disse que "na quarta-feira, 24, às 10 horas, a sua esposa recebeu um telefonema de uma vizinha da filha, dizendo que ela estava a ser agredida pelo marido e pela cunhada, no Zango 04, na Zona do Baixinho.
Soube da tragédia através do seu irmão que se tinha apercebido primeiro que Vanuza foi espancada pelo marido e pela cunhada até à morte.
Contam que depois de a ter matado abandonou o corpo no hospital. De acordo Manuel Purri, quando chegou no local do crime, lhe foi informado que o corpo já tinha sido levado para o Hospital do Zango. Já no hospital, soube que o corpo foi depositado sem qualquer registro e foi dado como abandonado. "O pessoal em serviço disse-me que o jovem que a trouxe escapou da polícia que esteve no hospital", narrou.
"Ao observar o corpo, confirmou-se que era da minha filha, e tinha o crânio fracturado e o estômago rebentado. Essa informação veio expressa no resultado da autopsia e constou do boletim de óbito", disse, acrescentando que Edson, depois de depositar o corpo na morgue, regressou para casa como se nada tivesse acontecido. No entanto, os vizinhos revoltados, agarraram-no e levaram-no à esquadra policial.
SIC protege criminoso?
De acordo com o país da malograda, o chefe dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) de Viana estaria alegadamente a proteger o assassino.
A acusação surge na sequência da inexistência de um instrutor que velasse pelo caso. "Tivemos uma forte briga, só depois de ele notar que eu quase perdia a cabeça é que indicou um Investigador", informou.
O Paí do suposto assassino é perito na matéria e é chefe do Departamento do INFOP do Comando de Polícia de Viana. A ligação do pai de Edson à polícia, propicia muita desconfiava. Aliás, é apontado como tendo ido à casa do filho para apagar todas as provas do crime, muito antes da equipa de peritos lá estar.
"Eu peço apenas que se faça justiça, afinal o Edson Van-Dúnem tirou a vida de alguém, um ser humano, reiterou, avisando que vai activar todos os mecanismos para que o processo não seja engavetado.
Um histórico de violência
Já retirei a minha filha de casa do rapaz por duas vezes, mas o jovem vinha sempre buscá-la e até chegou a pedir-me de joelhos, com argumentos de que amava a mulher", contou, lembrando que o jovem, querendo demonstrar que amava muito a sua esposa, chegou a ingerir veneno, quando lhe foi dito que Vanuza já não voltaria a viver com ele.
Foi uma vivência de apenas um ano e oito meses de muita turbulência. "O rapaz é violento, mas a nossa filha foi muito teimosa", acusou, referindo que previa que essa relação não seria para durar.








