Jovem detido há 15 dias na Esquadra do Sambizanga aguarda decisão do Procurador que "viajou em férias"
Um jovem de nome Joaquim Santos da Silva, de 23 anos de idade, morador do Distrito Urbano do Sambizanga, foi detido há 15 dias, por supostamente ter abusado sexualmente uma menor de cinco anos de idade.
Por: Kihunga Bessa
Os contornos do processo arrastam zangas antigas entre as mães do acusado e da vítima.
Segundo Maria Francisco dos Santos, mãe do acusado, tudo não passa de artimanhas de Suzana, uma das suas ex-inquilinas, que em Outubro de 2022, por alguma razão, decidiu retirá-la de sua casa e, ao cobrar 36 mil Kwanzas de dívida, gerou uma forte briga, tendo a devedora prometido fazer vida cara à dona do dinheiro, no caso dona Maria.
Conta ainda que dias depois, Suzana dirigiu-se até à brigada de vigilância comunitária do Sambizanga, vulgo "Turma do Apito", onde denunciou o Quim por alegadamente ter abusado sexualmente o filho de apenas cinco anos.
Estes, por sua vez, foram à casa do jovem, levaram-no até ao local, onde fizeram justiça por mãos própria, agredindo-o ao ponto de contrair ferimentos graves.
Em Janeiro deste ano, quando Maria Francisco pensava que tudo estava ultrapassado, Suzana volta à carga e prometeu matar a mãe do acusado ou, então, alguém de sua casa.
Todas as ameaças foram reportadas à polícia, que se beneficiou do silêncio.
Há sensivelmente 15 dias, conta a mãe do jovem, Quim foi detido novamente e levado à esquadra do Sambizanga, tudo porque o caso, segundo a polícia já se encontra na PGR.
Maria Francisco negou com todas as letras as acusações que pesam sobre o seu filho que ela considera "muito especial".
"Eu não acredito nessas acusações porque o meu filho é especial e quando ela havia dito em Outubro que o seu filho foi violado, pedimos à Turma do Apito que fosse feito um teste, para aferir a suposta violação, mas o pedido foi rejeitado", relatou, estando agora a formular o mesmo pedido à polícia, mas a mãe da vítima opôs-se.
A equipa de reportagem deste Jornal deslocou-se até à esquadra onde Quim está detido. O instrutor do processo, identificado apenas por Agnaldo, disse que o acusado confessou ter cometido a acção por duas vezes apenas; pelo que tudo depende apenas da PGR.
Fonte da Esquadra ouvida por este jornal explicou que o Procurador saiu do país em férias, e o menino terá que aguardar no calabouço pela decisão do magistrado “quem não tem data de regresso”.









