Mártires do Kifangondo: O “paraíso” das irregularidades, negócios escuros e mesquitas de cidadãos árabes e oeste-africanos
A comunidade de estrangeiros no bairro Mártires de Kifangondo cresce a cada dia que passa. O mais estranho, é que a maioria deles entraram ilegalmente no país, não possuem documentos, movimentam-se com o maior à vontade, fazem e desfazem, ante a impulsividade das autoridades
Por: Luís Manassa
O bairro Mártires do Kifangondo é uma das localidades de Luanda mais preferidas por cidadãos estrangeiros oriundos de vários pontos de África, e não só, para efectuarem todo tipo de práticas ilícitas e que são do conhecimento público há muito tempo, mas que, quem de direito, nada faz para banir esta inconcebível situação.
Em dias da semana, cidadãos de nacionalidades libanesa, mauritaniana, guineense, maliana, senegalesa, entre outros cidadãos estrangeiros, sobretudo árabes, reúnem se nas ruas do bairro para realização dos seus cultos muçulmanos, ocupando passeios e as entradas de algumas residências, inpossibilitando as pessoas de circularem livremente e pertirbam o sossego dos moradores locais.
Os períodos de rezas, acontecem de terça-feira à sábado, começando entre as 18 e 19 horas. Aos sábados as actividades islamitas começam às 12:35, com megafones ligados ao máximo, ocupam as ruas, interditam a normal circulação de viaturas e peões, criando as maiores dificuldades ao público.
O Na Mira do Crime conversou com uma moradora identificada por Júlia Kissanga que disse: "Os estrangeiros aqui no Mártires vivem todos eles melhor que nós angolanos; fazem das suas a qualquer momento e ninguém lhes chama a atenção, arrendam duas a três casas, depois partem as paredes para ser uma só; o que eles fazem dentro delas nem dá pra falar, não são todos, mas a maioria sim”, explicou a senhora, acrescentando que “temos destacamento policial na rua 15, que é precisamente o centro de todas as movimentações dos muçulmanos e onde são cometidas, defronte ao destacamento, as rezas e todas as irregularidades, sem que a Polícia faça algo para pôr ordem ou ao menos minimizar a situação. Nós angolanos que nos sentimos incomodados com tanta coisa má que vivemos aqui, nem sabemos onde podemos fazer queixa”, lamenta a cidadã.
O bairro citado é uma comunidade residencial composta por 20 ruas; tem quatro mesquitas, respectivamente na rua 8, que é a central, vulgo “Mesquita – Mãe”, como eles chamam, na rua 14, na rua 15, que também dá acesso à rua 16 e, por último, na rua 17. Em todas as mesquitas há uma “entidade máxima”, como o senhor Zacarias, que ordena tudo na mesquita situada na rua 17, num formato de hierarquias.
Outro aspecto a salientar é que todos se dedicam ao comércio, de todo o tipo, até tráfico e contrabando de diversos produtos, incluindo moeda estrangeira e outros ditos proibidos.
Alguns moradores dizem que nas respectivas lojas é onde praticam as suas acções e guardam produtos “proibidos”. "Dentro das casas e lojas deles existe muito segredo incuindo coisas perigosas", dizem.
Recorde-se que, por altura da realização da “Operação Resgate”, pela Polícia Nacional, entre 2017 e 2018, muita coisa ilícita foi descoberta em posse dos oeste-africanos e outros. Alguns foram mesmo detidos, mas em hora foram libertados e continuaram as suas actividades normalmente. É comum dizer-se que estão protegidos por altas individualidades das elites do poder, muitos dos quais são seus sócios!








