Senhorios ‘ilegais’ cobram até 850 mil Kwanzas/mês para arrendar lojas da Centralidade do Kilamba
O Fundo Habitacional, na Centralidade do Kilamba, está a encerrar lojas consideradas ilegais, e que não pagam nem um tostão ao Estado ou sobrefacturam ao passarem os espaços para terceiros.
Por: Kiamukula Kanuma
De acordo um funcionário sénior do Fundo Habitacional, em torno da problemática do encerramento da maior parte das lojas na Centralidade do Kilamba, está o facto de os supostos senhorios estabelecerem contratos de arrendamentos com a Sonip, antiga gestora dos edifícios e lojas.
Até aí, tudo bem, mas o que se pretende saber agora é como e quem é inquilino do Estado, se paga e porquê arrenda as lojas.
Senhorio ilegal cobra até 850 mil/ mês
João Katumbela (nome fictício), uma das vítimas, subarrendou do senhor Fidel Jacinto Campos Matemba que tem mais de três lojas.
“80 por cento dos lojistas são inquilinos de pessoas que dizem ser os donos, até onde sei, apesar de pagarmos de 750 a 850 mil Kwanzas por mês, o que consideramos preços exorbitantes, eles não pagam impostos ao IPU ou à AGT”, descobriu.
Para ele, o Fundo da Habitação que tem a responsabilidade de gerir este património público sabe que os tais senhorios cobram estes valores, mas eles não reagem. "Alguém tem que colocar ordem nisso", recomendou.
Por este facto, várias lojas da Centralidade do Kilamba têm às portas encerradas.
“As pessoas vivem numa zona urbanizada, é normal que as lojas estejam em funcionamento, para não sermos obrigados a ter que sair da Centralidade para fazer compras noutras latitudes”, atirou um morador.
Os preços exorbitantes praticados por ‘senhorios ilegais’, fez com que muitas padarias, talhos e restaurantes encerrassem as portas, atirando vários jovens ao desemprego.








