Extorsão: Moto-taxistas denunciam agentes da Esquadra do Futungo “viciados em dinheiro”
Os moto-taxistas da “Placa da Paragem”, situada no Triângulo no Futungo, município de Talatona, acusam o Inspector Carlos e o Agente Agostinho, afectos a Esquadra Móvel do Futungo (Camarrote), colocada junto da entrada da empresa Pomobel, como serem os campeões de extorsão aos homens de duas rodas.
Por: Kiamukula Kanuma
Segundo os moto-taxistas, os polícias simulam operações e vistorias, e aproveitam para apreender motorizadas.
“Depois mandam-nos seguir, durante o caminho em direcção a Esquadra Móvel, exigem 5 ou 6 mil Kwanzas para devolverem os nossos meios”, denunciaram.
De acordo com os denunciantes, os agentes em causa “não querem saber se tens ou não a documentação em dia, o que eles querem é dinheiro”.
“Se não tiveres na hora levam-te até à Esquadra, prendem a motorizada e para recuperar somos obrigados a desembolsar 10 a 15 mil Kwanzas, mas isso se tiveres a sorte de encontrares a motorizada, porque noutros casos o agente desvia a mesma”, acusaram.
Questionados se isto acontece com frequência, os jovens foram unânimes em dizer que, já aconteceu com muitos colegas, senão todos.
“Isso já não é novidade, por isso chamamos o NA MIRA DO CRIME para ver se conseguem acabar com isso”.
Um dos jovens conta que, na terça-feira, 16, o Inspector Carlos o encontrou a urinar na via pública, “ele parou em frente da motorizada, segurou já no volante, exigiu-me que lhe desse cinco mil Kwanzas, sem mais nem menos, sob pretexto de levar a motorizada, tive que dar para não perder o único meio que garante o sustento da minha família”, lamentou.
Os jovens contam que estes episódios são frequentes, mas os dois agentes são os que praticam esta acção reprovável.
“Tenho a documentação completa, até seguro, mas eles não querem saber nada disso, tens que dar dinheiro e ponto final”, sentenciaram.
Os trabalhadores, pedem que haja mais fiscalização aos agentes da Ordem Pública, e haja mais comunicação entre a Polícia e os motoqueiros.
“Nós trabalhamos para um patrão, ajudamos o Governo no transporte de pessoas, os agentes da Polícia não podem vir sempre aqui nos extorquir, afinal, eles são assalariados”, pediram, acrescentando que, já foram muitas vezes a Esquadra queixar o Inspector Carlos e o Agostinho, os colegas prometeram falar com eles, mas até agora, já lá vão quase dois anos e nada mudou.
“Estamos a planificar uma manifestação, e paralisação das nossas actividades durante três dias, caso eles persistem nestas práticas”, avisaram.








