Processo ‘engavetado’ no SIC: Portugueses que leccionam na Universidade Jean Piaget acusados de usar títulos académicos falsos
Mário Pinto Ferreira, Presidente da AIPA, entidade promotora da Universidade Jean Piaget de Angola, está a ser conotado como “cidadão altamente perigoso”. Nuno Miguel Lopes, Mónica Gomes e Maria da Fé (foragidos) integram a "associação criminosa de falsa identidade", notificados pelos processos nº 681/023-B, 584/023-04-DCCFF, por participações criminais remetidos pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES).
Por: Kiamukula Kanuma
O Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAARES), tem estado a reclamar desde 2018 sobre os indivíduos que usam títulos académicos falsos, “os tais falsos doutores" que estão a leccionar nas universidades e trabalham em ministérios.
Este jornal, com base nas denúncias do INAARES, e nas informações obtidas pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) descobriu-se que boa parte do pessoal expatriado afecto à Universidade Jean Piaget usa títulos académicos falsificados.
Mário Rui Ferreira, PCA do Jean Piaget, de acordo com a acusação lidera a “máfia”.
Nuno Miguel Lopes, Mónica Gomes e Maria da Fé, todos portugueses, são professores e leccionam em Benguela.
O processo decorre no SIC-Geral, mas, de princípio, já viciado.
Diz-se à boca pequena que há muita interferência das instituições, desde a Presidência da República, o SINSE, PGR à Assembleia Nacional, sendo que dentro do SIC-Geral, Rui bate todas as portas para desacreditar os investigadores, acusando-os de o terem tentado extorquir.
Este jornal foi informado que Nuno Lopes e Mónica Gomes abandonaram o País, enquanto Rui Ferreira se refugiou em Benguela sob pretexto de estar doente para não comparecer ao SIC, enquanto tenta de outras formas evitá-lo.
Fontes deste jornal asseguram que Maria da Fé tem como habilitações literárias a 6ª classe, mas exercia as funções de professora de Medicina Dentária, e é a única que deu a cara ao SIC onde admitiu a falcatrua.
Rui foi mais longe, enviou através do WhatSsap as três notificações para alguns funcionários seniores do SIC para intercederem no processo.
A nossa fonte teve acesso à carta do Gabinete da Ministra do Ensino Superior, Ciência Tecnologia e Inovação do ofício nº 923/3.00/GM-MESCTI/2021, onde ficou provado que o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAARES), remeteu participações criminais ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Luanda, no período de 2018-2021, mas não obteve resposta deste órgão do MININT, refere a nota.
"Nesta conformidade, solicitamos os bons ofícios de V/Excia, no sentido de interceder junto do SIC, para que o INAAREES tome conhecimento do tratamento dado a estas participações criminais", diz a missiva endereçada ao Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, a 14 de Setembro de 2021, rubricada pela então Ministra Maria do Rosário Bragança Sambo.
No entanto, o Serviço de Investigação Criminal na Direcção de Combates aos Crimes Financeiros e Fiscais, Departamento de Delitos Financeiros Bancários, emitiu o primeiro aviso de notificação para Mário Rui Ferreira, PCA da Jean Piaget, no dia 08 de Maio do ano em curso, para as 10 horas, onde deveria contactar o Investigador processual, José da Silva, mas não compareceu.








