Estão identificados: Efectivos do DIIP acusados de extorquir 10 milhões de Kwanzas
No âmbito da Operação “RX ao Banditismo”, no dia 20 de Abril, 05 efectivos do Departamento de Crimes Tributários, nomeadamente o Intendente Martins, o Subinspector Carrapaz, o Terceiro Subchefe Humberto Martins e o Agente de Primeira Classe, André Cipriano, acompanhados por um Grupo Táctico de Intervenção, são acusados de extorquir e agredir um casal chinês, no interior do Leanceon-Park localizado na Via Expressa.
Por: Kiamukula Kanuma
Para aferir a veracidade dos factos, uma equipa de reportagem deste Jornal inteirou-se de tudo quanto se passou na loja de material eléctrico, onde o casal Chinês labuta.
Consta que, uma equipa de efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) e um Grupo Táctico de Intervenção, cujos nomes citamos a cima, no dia 20 de Maio, flagraram um veículo contentorizado a efectuar descargas de material diverso no Benfica.
Ao lhes ser apresentado o manifesto da carga, terão alegadamente verificado irregularidades e os efectivos coagiram os seus proprietários, no caso os chineses, para que a situação não fosse presente à Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais.
Para isso, seriam agraciados com 10 milhões de Kwanzas. Em resposta, os chineses pediram mais tempo para juntar dinheiro e no dia 24 de Maio, apresentar o valor monetário solicitado.
No entanto, no dia combinado, a dupla do continente asiático apresentou apenas um milhão.
Não satisfeitos, enveredaram por insultos e ofensas corporais graves.
O cidadão chinês saiu em defesa da esposa que estava a sofrer mais agressões físicas e ameaças de ser deportada.
De acordo com a chinesa, apelidada por Yaya, cerca de 05 indivíduos entraram na loja e solicitaram que apresentasse o manifesto da carga, sem saber de quem se tratavam.
"Pedi-lhes que se identificassem ou então apresentassem o passe da polícia", contou.
Começaram por abrir as caixas, fazer filmagens, exigiram documentação e apresentei-lhes, mas eles não mostraram qualquer documento que provasse que eram, na verdade, agentes da polícia. Foi a partir daí que a violência começou.
"Começaram por me esbofetear, depois agrediram o meu marido e algemaram-no e nos colocaram na viatura da polícia que traziam, só assim é que acreditei que eram agentes da ordem", descreveu, afirmando que foram postos em liberdade quatro horas depois.
Os referidos efectivos regressaram ao local pela terceira vez para cobrar os 10 milhões. Mas os empresários chineses não deram o braço a torcer, porque, dizem, têm toda documentação em dia.








