Estrangeiros movimentam milhões de dólares escondidos em mesquitas e residências no Mártires
O Mártires do Kifangondo é um dos bairros de Luanda onde predominam estrangeiros, principalmente oeste-africanos que movimentam milhões de dólares guardados em suas próprias residências, lojas ou mesquitas, sob o olhar impávido das autoridades.
Por: Luís Manassa (Estagiário)
O processo de troca de moeda estrangeira como o dólar, euro e libra é feito de maneira ilícita por esses cidadãos, a escassos metros de uma unidade da polícia móvel.
Trata-se de um negócio lucrativo e emprega dezenas de cidadãos.
Quando despoletou a luta contra a corrupção na era João Lourenço, as autoridades angolanas chegaram a apreender milhões de dólares num quarto, mediante uma denúncia.
Parecia que o negócio havia de paralisar, ou pelo menos, baixaria de intensidade, mas foi sol de pouca dura.
Hoje, no Mártires, para além de troca de moeda estrangeira também vende-se outros bens como diamantes e carros, para o incómodo dos moradores, sendo que a prostituição já lá mora estendendo as suas raízes em tudo o que é canto.
Joana, uma moradora do Mártires, disse à nossa reportagem que estás práticas de troca de moedas estrangeiras, venda de ouro, diamante, carros, entre outros produtos, faz dele um centro de comércio ilícito.
"As autoridades sabem disso, mas nada fazem porque muita gente grande está metida nisso", disse, salientando que as lojas de telefones, as boutiques, salões de beleza e cantinas são um bom disfarce, mas é aí onde tudo acontece.
Os moradores apontaram alguns nomes de figuras que mais se destacam nessas actividades ilícitas, começando por um cidadão conhecido por Drankaló, de nacionalidade maliana e dono de um cyber café situado na rua 17.
Também estão os senhores Camará, de nacionalidade libanesa; Mussa, de nacionalidade maliana; Isufe entre outros cidadãos, todos apontados como principais figuras na movimentação de milhões de dólares.








