Em Cacuaco: Polícia acusada de ‘executar’ jovem de 24 anos depois de ser rendido
Efectivos da Polícia Nacional afecto ao Comando Municipal de Cacuaco, estão ser acusados de ter matado a tiro, no passado dia 28 de Junho do ano em curso, um jovem de 24 anos de idade que respondia pelo nome Bruno João Mendes, morador do bairro Caop Casas Novas, em Cacuaco.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com uma fonte familiar que contactou o Na Mira do Crime, Bruno trabalhava por conta própria, era canalizador e electricista, e também dono de duas Motorizadas.
Segundo o nosso entrevistado, tudo aconteceu na noite de domingo, 25 de Junho, por volta das 21horas, quando o seu familiar e mais dois amigos regressavam para casa, saídos do óbito do pai de um amigo, no bairro da Eco-Campo.
Durante o trajecto passaram por um carro da Patrulha da Polícia na entrada do Waco, bairro da Vidrul que estava a interpelar um motoqueiro.
“Apercebendo-se que eles seguiam 3 na mesma Motorizada, os agentes da polícia perseguiram os miúdos, com medo, eles tentaram escapar do patrulheiro acelerando”, mas os polícias, conta, “efectuaram vários disparos contra os jovens”.
“Como eles não paravam, a viatura da polícia colocou-se em frente da motorizada, isto em frente ao portão da Epal do Kifangondo, forçando-os a parar a marcha”, disse.
“Posteriormente os miúdos foram brutalmente espancados, e de barriga no asfalto, os agentes da polícia efectuaram mais disparos, e sem como se defender, eles apenas reclamavam que não eram gatunos, mesmo assim não paravam com a porrada”.
Depois da revista, vendo que não encontraram nada de delituoso, os jovens foram obrigados a subir na viatura, quando Bruno escalava a viatura, um agente terá efectuado mais um disparo que atingiu o jovem na região das costas e saindo pela barriga.
Não sentido dor no local, terá sido empurrado para debaixo do banco. Porém, mais tarde um dos amigos notou que o jovem sangrava e avisou os agentes. Estes, apercebendo-se do erro, mudaram a marcha seguiram até ao Hospital Municipal de Cacuaco.
“Quando chegaram lá deixaram-no a mercê dos enfermeiros rotulado como meliante, sem documentos, e dinheiro, foram recebidos tudo" reclamaram.
Acto seguinte, “um dos agentes da polícia retirou uma arma de fogo do interior da farda do motorista da patrulha, com intuito de criar um álibi para justificar o erro que cometeram. Deixaram o Bruno no hospital, sem informação alguma e foram se embora com a motorizado do mesmo e com os outros dois debaixo do banco, passando em zonas longe das câmaras de vigilância até chegarem ao Comando Municipal de Cacuaco”.
Passando três dias, Bruno morreu por causa dos ferimentos da bala. Até ao momento, contam os familiares, a polícia não se pronúncia e nem apoia o óbito, tudo porque um Policia não teve uma abordagem pedagógica, inteligente, táctica e sensibilizadora.
“A família já abriu uma participação lá mesmo no Comando Municipal de Cacuaco e esperam que o SIC dê o devido tratamento, e que apareçam os implicados a fim de pagarem criminalmente”, concluíram.








