ALERTA: Trabalhadores denunciam patrão estrangeiro que organiza grupos para vandalizar bens públicos
Os trabalhadores da empresa “Seven Treem” - comércio geral e prestação de serviços, localizada nos municípios de Viana e Cacuaco, denunciam que a mesma tem grupos organizados de rapazes que vandalizam bens públicos
Por: Kihunga Bessa
Cabos eléctricos, tampas de esgoto, linhas do caminho - de – ferro, PT’s, cabines eléctricas de alta tensão, entre outros objectos de metal, são subtraídos de bens de interesse público a mando do patrão da empresa “Seven Treem”, de nacionalidade indiana, com a finalidade de exportar o material assim obtido para o exterior do país.
No âmbito de vários apelos feitos pelo Presidente da República, João Manuel Lourenço, contra actos de vandalização dos bens públicos e outras práticas ilegais que lesam o interesse público, os trabalhadores da empresa acima citada denunciaram a existência de um grupo de jovens angolanos organizado pelos seus patrões de nacionalidade indiana, que se dedicam à práticas ilegais na via pública, vandalizando as linhas de transporte de energia eléctrica e subtrair os cabos, entre outros materiais.
Os indianos também compram diversos objectos de metal e outros das mãos de meliantes, para exportação indevida de aço, cobre, bronze e outros metais, consubstanciando um exercício ilegal da actividade comercial e exportação ilegal de material ferroso.
De acordo com a nossa fonte, a empresa pertence ao seu cidadão Satishi Madani, de nacionalidade Indiana, que já está em Angola há mais de cinco anos.
De acordo com a fonte, "durante estes anos, o indivíduo sempre que fosse levado pelos efectivos do SIC, ou fiscais, por causa das irregularidades, ao regressar trocava o nome da empresa, adquirindo novo alvará e esta é a terceira vez que o mesmo faz isso", disse.
Sem saberem do esquema os trabalhadores achavam que a fiscalização aparecia apenas no sentido de organizar a empresa.
Os trabalhadores aperceberam-se da existência dos grupos, por causa de um outro funcionário estrangeiro, conterrâneo do patrão, que já tem mulher angolana.
Pela confiança que tem com os colegas angolanos, contou a eles sobre a existência dos grupos, mas tão logo o patrão se inteirou da situação, expulsou-o e mando-o de volta para Índia, deixando a mulher angolana com um filho recém-nascido que precisa de ajuda.
“Pensávamos que os jovens vinham apenas pesar os metais, afinal eram mandatados por ele", disse.
A fonte afirma que, nesta altura, o mesmo encontra-se foragido a caminho de cinco meses, tudo porque o SIC já descobriu o novo nome da empresa e está atrás dele para deté-lo novamente.
A empresa foi deixada sob controlo de angolanos que sabendo das irregularidades preferem denunciar para que não sejam alvos de responsabilização criminal.
Há quatro meses sem salário, os funcionários clamam para a quem de direito no sentido de encontrar o indiano a fim de pagar os ordenados.
Uma organização de trabalhadores daquela empresa escreveu cartas para endereçar ao Presidente da República, no sentido de informar as irregularidades que ali acontecem.
As sucursais da empresa estão localizadas no bairro Uíge, município de Cacuaco e no Pólo Industrial de Viana.
O Na Mira do Crime soube ainda que o cidadão Indiano é protegido por alguns agentes da fiscalização e autoridades angolanas.
Quanto aos contratos de trabalho, os indianos não aceitam trabalhadores efectivos, preferem utilizar os casuais para não ter que assumir os direitos estabelecidos pela lei, assim como alimentação e transporte.








