Centro Oncológico: Idosa morre em casa 24 horas depois de médicos recusarem assistência
Uma cidadã nacional de 65 anos de idade, que em vida atendia pelo nome Luísa Albino, residente no município de Cacuaco, bairro Boa Esperança, morreu na sua residência, 24 horas depois de procurar os serviços médicos do Centro Nacional de Oncologia.
Por: Cambuta Vieira (Estagiária)
Diagnosticada com cancro da mama, a cidadã era paciente do referido hospital, onde, de vez em vez, fazia as suas consultas.
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, a filha da malograda, Adelaide Monteiro, explicou que a mãe fazia o seu tratamento, no hospital Oncológico de Luanda.
“Todos os meses eu a levava a minha mãe para consulta, porque ela reclamava sempre de dores, mas como não era a data para a realização das consultas, os enfermeiros diziam sempre que, quem está a se sentir mal, deve ir ao outro hospital, porque não chegou o dia da sua consulta”, lamentou, acrescentando que, quando fosse o dia da consulta, era o médico que não estava presente.
“Não importava o estado de saúde da minha mãe, por mas crítico que fosse, como foi no dia 3 deste mês (Agosto), mesmo vendo como ela estava, nos foi negada assistência urgente, apenas pediram que fizéssemos análises, e regressássemos à casa”, chorou.
De acordo com a nossa entrevistada, a paciente nem sequer foi observada por um médico.
“Pediram para regressar no dia seguinte para levantar os resultados dos exames, infelizmente na manhã de sexta-feira, 04, já não fomos a tempo de levantar os exames, porque a minha mãe acabou por falecer em casa”, deplorou.
Esta prática de ‘abandalho’ dos pacientes tem sido constante nos hospitais de Luanda, com o Hospital dos Cajueiros a liderar a lista do mau-atendimento.
Junta-se a este péssimo trabalho, a não responsabilização criminal e administrativa dos técnicos de saúde por parte das entidades superiores.
Desta feita, esta é mais uma cidadã que morre de forma negligente, com culpa a morrer solteira.








