Lussaty acusa Serviços Prisionais de tentativa de homicídio por envenenamento
O milionário Major Pedro Lussaty, condenado em 2022 a 14 anos de prisão efectiva, pelo crime de apropriação indevida de somas avultadas da Antiga Casa de Segurança da Presidência da República, acusa efectivos dos Serviços Prisionais de tentativa de homicídio por envenenamento.
Por: Ngunza Chipenda
As acusações surgiram depois de há semana passada o compartimento onde o militar está ‘guardado’, ser alvo de revista “por homens estranhos”, que terão colocado um produto tóxico no interior da cela.
A desconfiança, segundo a Advogada do Major, Eugenia Texa, foi levantada pelo facto de, no momento da revista os senhores não permitirem que o seu constituinte estivesse no local para acompanhar.
“Após a revista surpresa, o Major sentiu um cheiro forte e desagradável, o que obrigou pernoitar no corredor da cela”, explicou a Advogada, em entrevista a RD, sublinhando que, trata-se de revistas que são feitas nas cadeias, e normalmente essas visitas não são anunciadas, sob pena de os reclusos esconderem objectos inapropriados.
No entanto, conta a causídica, após terminada a revista, quando ele (Lussaty) decidiu entrar na cela, constatou que havia um cheiro desagradável, “cheiro de queimadura de químico”. Desconfiado, decidiu pernoitar fora das grades.
Contactado pela RD, Moisés Cassoma, responsável pela comunicação dos Serviços Prisionais, sem gravar entrevista, assegurou que a denúncia do Major Pedro Lussaty está a ser apurada, prometendo para breve um pronunciamento oficial.
Recentemente, Pedro Lussaty deu entrada na Assembleia Nacional de uma denúncia pública em que acusa o chefe do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), general Fernando Garcia Miala, de tortura e apoderamento de milhões de dólares.








