Assessor do ministro da Defesa e Comissário da CNE comete suicídio em Luanda
A Comissão Nacional Eleitoral e Assessor do ministro da Defesa, Moisés dos Santos, de 50 anos de idade, cometeu suicídio na madrugada desta quinta-feira, 10, no município de Belas, distrito urbano do Ramiros, em Luanda.
Por: Carla Nayara
De acordo com dados em posse do Na Mira do Crime, o suicídio terá acontecido por volta das meia noite desta quinta-feira, 10, no interior da sua viatura, tendo o malogrado efectuado um disparo de uma arma de fogo do tipo pistola, de marca Taurus, contra o lado direito da cabeça.
Abordo da sua viatura de marca Toyota, modelo Land Cruiser, com a chapa de matrícula LD-68-11-GX, vestido de traje formal, Moisés dos Santos deixou uma carta explicando os motivos do suicídio, e de forma emotiva, pediu desculpa aos seus familiares e orientou o que deve ser feito.
Eis o conteúdo da carta!!!!
Para toda minha família e colegas, Ninguém tem culpa de eu deixar este mundo, tive a curiosidade de investigar porque razão há mais de 33 anos os resultados de sangue que realizo dão sempre positivo, que tenho um processo infeccioso.
Nenhum dos países que passei deram-me uma reposta plausível, em Angola sou acompanhado pela Doutora Natália, médica hematologista da Endiama e do Hospital Militar.
Tendo melhorado as condições financeiras e com ajuda da CNE, decidi viajar a República Federativa do Brasil, onde fui diagnosticado com um Linfonodomegalia Abdominal, o que levou a realizar uma biopsia guiada por imagem, tendo resultado dado negativo.
Na mesma semana realizei uma cirurgia para eliminar as hemorróidas, não sei qual dos dois procedimentos complicou-me a vida, mais a realidade é que 3 dias depois da intervenção cirúrgica tive sangramento ao evacuar o que me levou a antecipar a consulta, ver anexo, conversa com a secretária do médico.
Tendo terminado aos dois procedimentos, por um lado a médica hematologista enviou através do meu e-mail, que devia regressar ao Brasil depois de 6 meses, e por outro, o médico proctologista determinou regressar no mesmo período conforme consta o certificado.
Já em Angola depois do tratamento médico realizado durante um mês, as dores apareciam de forma intermitente, na última quinzena de Julho começo apresentar febres, mal-estar e dores abdominais.
É assim que solicito uma guia médica para Endiama, tendo sido encaminhado para a cirurgia, e este deu o tratamento de anti-inflamatório e vitamina B12, e realizar exames de ecografia abdominal e exames de sangue para apresentar no dia 8 de Agosto/23, tendo o resultado do exame da ecografia dado gordura no fígado.
No período da manhã seguinte vou a outra clínica solicito outros exames devido a febre constante, e dá infecção por HIV, não percebo, o último teste de HIV realizado em Janeiro deu negativo, por esta razão fui submetido a intervenção cirúrgica, como é possível que este dá positivo?
Não sei, se a contaminação é consequência do acto cirúrgico ou do procedimento realizado na biopsia, devido o risco que cada um tem.
Nunca pensei deixar este mundo, por esta via, mas sim, de um acidente vascular (AVC), devido ao problema de colesterol que padeço ou por câncer da próstata.
Por fim para informar que fui eu que tomei a decisão do meio ficar em minha casa e não na Unidade, por essa razão, Senhores Comandantes, solicito não prender o Chefe de escolta ou qualquer outro membro porque eles não têm culpa do sucedido.
As vezes procuramos saúde e encontramos doença.
Todos intervenientes neste processo são inocentes, a irresponsabilidade foi minha, tudo que se abordar a respeito é mentira.
Eu pedi que pretendia ter família com alguém, se ela estiver nas mesmas condições mais a frente, por favor, deixem que faça a medicação, não a conduzam a prisão, porque ela testou negativo na sua consulta, a decisão de ter a família foi planificada não é ocasional.
Nos encontramos na terceira dimensão Eternamente: Comissário Moisés dos Santos
O Na Mira do Crime deseja os mais sentidos pêsames à família e ao País!!!
Desta forma, almejamos que às unidades sanitárias que estão em construção no país sejam, realmente, uma obra para salvação de milhares de angolanos que continuam a procurar de ‘vida’.
É notório que o dinheiro não salva vida (entre aspas), mas é importante que, para além das paredes que são construídas para que ninguém tenha que recorrer à juntas medicas (e-ou) outras formas de obtenção de saúde (lá fora), haja, de facto, seriedade naquilo que se pretende.
É importante que a Primeira-dama de Angola, a ministra da Saúde de Angola e demais membros que compõem os órgãos de soberania de Angola sejam tratados localmente, para darem exemplo que estamos, de facto, num país que se quer desenvolvido.








